O imbróglio envolvendo as placas de publicidade do Brasileirão foi parar na Justiça. A Sport Promotion obteve uma liminar para impedir que os 11 clubes que estavam sob contrato rompessem o acordo. Isso só poderia ir adiante caso ocorresse o pagamento da multa rescisória estipulada na negociação. Sim, poderia.
Na decisão, favorável à agência, América-MG, Atlético-GO, Atlético-MG, Avaí, Ceará, Coritiba, Cuiabá, Fortaleza, Fluminense, Goiás e Juventude não podem somente pagar a multa e fechar com a Brax, como ocorreu recentemente.
Simone Chevrand, juíza responsável pelo caso, destacou que a Sport Promotion honrou com tudo que estava acordado, mesmo com a pandemia atrasando parte dos pagamentos aos clubes durante o Brasileirão de 2020.
“Ainda que a espécie reclamasse incidência de cláusula penal pela rescisão imotivada, fato é que a pandemia, de longe, superou tudo que se poderia esperar de incidente ao curso da execução do contrato. De modo que decerto a multa prevista estará muito distante de indenizar os prejuízos assumidos pela demandante”, destaca o texto assinado pela juíza.

Desta maneira, não basta apenas o pagamento de R$ 1 milhão para rescisão e, em seguida, assinar com a Brax. Na primeira rodada da competição, que iniciou neste sábado, estava clara a disputa das marcas clientes de ambas empresas.
Enquanto a Sport Promotion promoverá Odonto Company, Ogochi, Tigre, Vonder, Sil, Sicoob, TekBond, GOL, Penalty, Sportingbet, Rei do Pitaco, Uniasselvi e Havan com os clubes que possui contrato, a Brax também fechou com Rei do Pitaco e Vonder, além de Stam, Wam Group, Cobrecom, e as empresas de apostas Betano, Betnacional e Pixbet.
A Brax é uma empresa formada pela união da Market Sport, PRINTAC e Esportecom. Aos que acertarem com ela, a empresa promete destinar parte dos recursos para a criação da Liga, desejo comum entre os clubes integrantes do contrato. A empresa quer ainda ampliar o contrato com a inclusão de novos times da elite.






