A economia esportiva do futuro!

Saiba três opções de produtos inovadores nos quais as indústrias de esporte e entretenimento podem mirar

maio 16, 2022
Bruna Botelho

CEO e fundadora da StadiumGO!

Estamos passando por transformações rápidas em todos os setores do consumo. Temos ouvido falar de chargeback, criptoativos, web3, blockchain, entre outros termos que nos fazem pensar na economia atual. Com isso em mente, surge um fato: a indústria de esporte e entretenimento também deve se movimentar.

Gerar novas fontes de receitas com criptoativos e plataformas de tecnologias imersivas remuneradas pode ser a grande aposta da indústria de entretenimento global. Sendo assim, reforço que o esporte brasileiro não pode ficar de fora dessa transformação.

Se para o atleta, o esporte é uma profissão remunerada, para a agremiação, a prática esportiva é seu exercício de serviço principal. No centro dessa relação está o público torcedor. Ele está em busca de três vivências: a paixão, o entretenimento e pertencimento. E aqui, quando falo em pertencer, falo sobre se sentir parte de algo. É ir além da torcida e das arquibancadas durante as partidas clássicas.

Essa nova necessidade de consumo do público torcedor fica clara quando a cobrança por “experiências dos usuários” vão além do conteúdo e da vivência em si. A expectativa ultrapassa a barreira do benefício envolvido e proposto. Hoje, os torcedores querem participar da economia gerada, contribuindo e monetizando. Mas como fazer isso?

Aqui no Brasil muitas dúvidas surgem e temos um longo caminho pela frente para entender as possibilidades da infinidade de produtos cryptos que pode ser usada pela indústria esportiva. E como definir o mais adequado para o meu público? O que são essas famílias de ativos digitais e como podem ser rentáveis para agremiações e torcedores?

Apresento a seguir 03 opções produtos inovadores nos quais as indústrias de esporte e de entretenimento podem mirar:

1 – Tokenização de programas fidelidade

Vamos fazer um paralelo com outros setores: é comum sermos clientes de programas de fidelidade, pontos e milhas. No futebol existe o programa de sócios torcedores, que são ótimos geradores de receitas e mantenedores de público consumidor. Eles aumentam o valor agregado das organizações esportivas por conectá-las a diferentes players, responsáveis por oferecer descontos em produtos como benefício aos associados. Um ponto a observar é que a maioria dos programas encerra seu ciclo com vários “passivos”, ou seja, benefícios não utilizados pelos consumidores. Além disso, apenas o público que já é fã de tal organização se associa ao serviço.

Como solução e nova fonte geradora de receita, existe a possibilidade de tokenizar os programas e permitir aos consumidores optarem por utilizar os benefícios e ainda negociar os itens que não os agrada a terceiros em um mercado secundário. Dessa forma, as organizações atingem uma nova camada de público e começa a ter uma receita recorrente com a transferência de titularidade dos benefícios unitariamente. Uma das possibilidades é a tokenização por meio de criptoativos especiais com tecnologia exclusiva, como criptográficos NFTs FanPass recém-lançados pela CBTM – Confederação Brasileira de Tênis de Mesae o clube goiano Vila Nova, que já estão proporcionando aos seus torcedores experiências com possibilidade de monetização, seguindo a tendência da nova economia no esporte.

2- Coleções, museus e game fantasys com base em blockchain

Já conhecidos por muitos, os NFTs Colecionáveis foram os grandes responsáveis pela popularização da tecnologia NFT que foi fundada em 2014 e pegou grande tração em 2021. Esse ano foi marcado pelas primeiras vendas milionárias dos cards digitais em todo o mundo. Para que os NFTs colecionáveis não sejam uma bolha temporária, eu acredito que o fator fundamental para o sucesso seja a tríade: conceito + conteúdo artístico + utilidade. Se o projeto não estiver de acordo a um destes pilares, ele pode ser desvalorizado.

Um exemplo é o do NFT do primeiro tweet de Jack Dorsey, Co-fundador do Twitter, que perdeu 99% de seu valor. O token não fungível foi vendido por U$$ 2,9 milhões (cerca de R$ 13,6 milhões, no câmbio atual), passado algum tempo, o NFT foi a leilão e não obteve uma oferta superior a US$ 10 mil (R$ 47 mil). E isso porque passou por mais de uma tentativa de ofertas em leilão no último mês de abril.

Isso significa que um NFT Colecionável deve ser produzido com atenção aos detalhes, pois ele  pode ser um grande aliado. Os ganhos para os clubes são: maior engajamento do público com organização, público com mais senso de pertencimento, a sensação de exclusividade por ter posse em um conteúdo único e raro. E não para por aí, pois é  possível proporcionar a experiência de imersão com desenvolvimento de museus em NFTs no espaço físico ou Metaversos, conceder remuneração por meio de mecânica de licença de uso, e ainda criar coleções históricas, inclusive para game fantasys. As empresas que encabeçam projetos deste porte são a Sorare, Panini, StadiumGO!, 9Block entre outras.  

3- Bilheterias com benefícios

Sabia que é possível desenvolver criptoativos para controle de bilheteria? Com criptomoedas, FanTokens e NFTs, isso já é uma realidade dentro e fora do Brasil. Os criptoativos podem incluir além do ingresso, outros benefícios que ampliam a experiência do consumidor e também servem como remuneração futura. O criptoativo, após ter os benefícios utilizados, pode ser revendido a terceiros como um item colecionável, assim oferece uma fonte de renda ao consumidor, além de novas receitas recorrentes para as organizações, a partir das taxas aplicadas nestas transações. Além disso, tokenizar ingressos, pode ser uma resposta à prevenção a fraude e controle da venda dos ingressos no mercado secundário, fator que a tecnologia QR Code ainda não conseguiu sustentar. Se eu observar a possibilidade de solucionar alguns pontos, eu serei adepta a seguir. E você?

Estas são apenas 03 inovações que estão transformando a relação de consumo também no esporte e no entretenimento. Mas vale citar as formas de pagamento utilizando criptomoedas, a tokenização de ativos para partilha de receitas com o torcedor; a Tokenização de negócios; o Metaverso (estádios, camisas, vestuários esportivos, arquibancada virtual). São muitos, não!? Nos próximos artigos trarei mais detalhes sobre essas famílias que já tornam a economia do futuro, um estado presente.

Bruna Botelho é CEO e fundadora da StadiumGO! – primeira finsportech do mundo focada em desenvolver criptoativos NFTs para antecipação de recebíveis e financiamento de operações. A executiva é especialista em inovação financeira e atua com criptoativos, NFTs, blockchain, Web 3 e presta consultoria de Planejamento Estratégico Corporativo. Bruna tem passagem pelo Aliança Atlética Futebol Clube como Diretora de Marketing e também pela equipe de automobilismo de rally e eSports do Corinthians. A empresária também liderou o time de marketing e social mídia na Five Soccer Agência, do Pentacampeão Edmilson Morais.