Indústria

Rozzeira: a revista da mulher no futebol

A jornalista Jay Oliveira e o publicitário Claudio Campos lançam a primeira revista dedicada à mulher no futebol do Brasil

23 de maio de 2022

3 minutos de Leitura

A jornalista Jay Oliveira e o publicitário Claudio Campos lançam a primeira revista dedicada à mulher no futebol do Brasil. Com edições trimestrais, a ROZZEIRA abre espaço para que as mulheres possam criar, compartilhar e discutir sobre a presença feminina na modalidade.

A novidade surge para valorizar essas personagens e exaltar o esforço diário que elas dedicam por espaço na modalidade.

Com relatos no impresso e conteúdos trabalhados no formato 360º nas redes sociais, a primeira edição traz na capa a lenda do futebol mundial, Formiga, a única atleta a ter participado de sete Copas do Mundo, entre homens e mulheres.

O futebol feminino vem passando por uma transformação e a proposta é dar, às mulheres envolvidas com futebol, o destaque que as foi negado por anos. Quando teríamos uma revista dedicada a elas no Brasil? Talvez nunca. Por ser um veículo que sempre consumi, pela forma de comunicar e da liberdade de conteúdo, resolvemos tirar esse projeto do papel ou melhor, transformá-lo em papel, literalmente.

Jay Oliveira

A jornalista espera que a revista seja um espaço de alento, onde meninas e mulheres possam ter estímulo na carreira.

Trabalhando há 17 anos com futebol, Claudio Campos é apaixonado pelo esporte desde muito cedo e grande parte dessa paixão se deu por meio da leitura de revistas.

“Coleciono revistas de futebol a vida inteira. Elas sempre foram minhas companheiras na infância e na adolescência, nas horas em que não estava jogando futebol”, comentou o publicitário.

O projeto terá um conteúdo gráfico e editorial inédito.

“A ROZZEIRA será um ambiente de inspiração e apoio para elas se conhecerem e saberem, desde sempre, que se for da vontade delas, elas podem seguir jogando, torcendo ou comunicando o esporte”, ressalta Jay.

O nome da revista surgiu depois de uma busca por um jargão de futebol feminino, logo um objeto dentro do próprio campo a batizou.

“Roseira é a rede do gol, que apesar de um jargão pouco utilizado, se encaixou perfeitamente com a proposta da revista. Os dois “zz” no nome vieram como uma identificação única para a marca”, explica a idealizadora da revista.

Mesmo diante de avanços nos últimos anos, seja dentro ou fora dos campos, as palavras ‘futebol’ e ‘mulher’ no mesmo contexto, além de incomodar, continuam sendo desacreditadas. Reverter esse placar e acreditar no futebol feminino inclusivo define a revista e o conteúdo que ela apresenta, com foco em relatar trajetórias e histórias marcantes das mulheres no futebol.

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