Com foco em sustentabilidade, Shell renova patrocínio à Indy

A partir de 2023, a marca irá introduzir na categoria um biocombustível feito 100% com recursos renováveis

junho 30, 2022

A Shell renovou seu patrocínio com a Indy e o autódromo de Indianápolis. Uma das novidades é que, a partir de 2023, a marca colocará na categoria um biocombustível feito 100% com recursos renováveis, feitos com resíduos de alimentos, incluindo a cana-de-açúcar. A tecnologia tem participação da Raizen, joint venture da empresa criada em 2011 com a brasileira Cosan.

“Usamos a plataforma de corrida para realmente desenvolver e testar novas tecnologias de produtos. Isso se aplica a lubrificantes e também a combustíveis. Trabalhamos com tecnologia de automobilismo há muitos anos porque vemos isso como uma excelente plataforma de inovação para experimentar novas tecnologias e testar novos produtos. Além de seu desempenho e especificações, testamos nossos produtos em condições extremas”, disse Selda Gunsel, presidente da Shell Global Solutions, em entrevista à Forbes.

“Devemos isso a nós, mas também a todos os fãs para continuar inovando porque a Indy e as 500 Milhas de Indianápolis têm sido um campo de provas para muitas inovações. Inovações que levamos não apenas para carros, mas também para muitas outras indústrias. Queremos continuar a alimentar essa paixão que as pessoas têm no automobilismo”, afirma Carlos Maurer, vice-presidente executivo da divisão de descarbonização da Shell.

O biocombustível, uma mistura de etanol de segunda geração derivado de resíduos da cana e outros biocombustíveis, fará da Indy a primeira série de automobilismo com sede nos Estados Unidos a abastecer seus carros com produto 100% renovável. Além disso, uma redução de 60% nas emissões de gases de efeito estufa em comparação com o combustível fóssil.

“Testamos nossos produtos sob condições extremas de velocidade, temperaturas e potência. Pegamos esse aprendizado e aplicamos ao desenvolvimento de nossos produtos para consumidores e clientes. Ao atualizar para um etanol de segunda geração, que vem de resíduos, você na verdade não compete com a cadeia alimentar. Esse é um benefício importante”, acrescentou Selda.

Portanto, o biocombustível é produzido a partir de resíduos, não o atual etanol, que é feito à base de milho ou açúcar, refinado a partir do próprio alimento. Desta maneira, uma forte produção do biocombustível poderia afetar a cadeia alimentar da pecuária e do homem.

“Isso é ótimo para nós porque não competimos com a cadeia alimentar. Substituímos o componente restante, a gasolina de origem fóssil, por um componente renovável. Não há absolutamente nenhuma molécula baseada em fósseis do ponto de vista da engenharia química nesta formulação”, salientou Selda.

E essa não é a única tecnologia sustentável que tem sido ativada dentro da Indy. Na última edição das 500 Milhas de Indianápolis, os pneus usados na prova foram entregues por caminhões elétricos da Penske, administradora do autódromo.

Para este ano, camisas à venda na loja oficial das 500 Milhas de Indianápolis foram produzidas a partir de garrafas PET recicladas.

“Mas não parecem garrafas de plástico velhas. Todo mundo está colaborando. Temos grandes parceiros. Acho que a mensagem é que este é o começo importante para uma iniciativa muito sustentável e contínua para nós”, finalizou Mark Mile, presidente da Penske Entertainment, gestora comercial da Indy e das 500 Milhas de Indianápolis.