Indústria

UEFA critica Superliga e FIFA e exalta parceria com CONMEBOL

Ambos projetos naufragaram e geraram fortes críticas da entidade europeia

UEFA critica Superliga e FIFA e exalta parceria com CONMEBOL

13 de junho de 2022

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Ao divulgar o seu relatório anual de atividades, a UEFA voltou a lembrar do movimento de criação da Superliga por parte de alguns gigantes europeus, além da tentativa da FIFA de realizar uma Copa do Mundo a cada dois anos.

A Superliga foi anunciada em abril do ano passado e teria a participação de Real Madrid, Barcelona, Atlético de Madrid, Arsenal, Chelsea, Liverpool, Manchester United, Manchester City, Tottenham, Milan, Juventus e Inter de Milão.
‘Moralidade e obrigações’

O presidente da entidade, Aleksander Ceferin, citou o argelino Albert Camus para criticar a iniciativa dos clubes. Ex-goleiro, o escritor tem uma icônica frase que diz que “depois de muitos anos em que o mundo me proporcionou muitas experiências, o que sei mais certamente a longo prazo sobre moralidade e obrigações, do homem devo ao futebol”.

“Fico muito triste que as pessoas que trabalharam no futebol por toda a vida e devem entender mais sobre esporte e negócios do que ninguém, não conseguirem se lembrar da lição de Camus. Com suas ideias egoístas, eles foram preparados para arruinar o jogo. Defensores de uma ‘Superliga’ desafiam a credibilidade. Os três clubes que persistem na tentativa de ressuscitar este projeto fracassado foram os primeiros a se inscrever para a temporada 2021/22 Champions League”, disse Ceferin.

O mandatário ainda lembrou que a iniciativa de um novo torneio surgiu durante a pandemia e que a mesma ideia voltou agora, no período de guerra (da Rússia contra a Ucrânia).

“Mesmo que o bom senso não seja suficiente, eles não podem ignorar a união das autoridades do futebol, governos, a União Europeia, e acima de tudo, os torcedores”, acrescentou o dirigente.

Sobre a proposta de uma Copa bienal, registrou-se uma rejeição unânime entre clubes e confederações continentais.

“Organizar uma Copa do Mundo a cada dois anos é um completo disparate. É difícil de acreditar que qualquer organização de futebol sugerira que os jogadores, que já carregam uma carga muito pesada, devam participar de um torneio de um mês todo verão. Não é difícil imaginar como tal cenário sufocaria o crescimento do futebol feminino e possivelmente o de muitos outros esportes”, criticou Ceferin.

Por fim, a ideia da FIFA teve um resultado positivo: a união da UEFA e CONMEBOL, que passaram a criar ações conjuntas, como a Finalíssima, disputa entre o campeão da Euro e o vencedor da Copa América.

“Tanto a Europa como A América do Sul, dois continentes que respondem por todos os títulos de campeões do mundo, deixaram claro sua recusa em participar, de modo que o fica a questão se esse torneio seria de fato uma Copa do Mundo”, finalizou o presidente da UEFA.

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