Sem poder faturar com licenciamento, australiano da NCAA doa royalties para demais jogadores

Flexibilização para atletas universitários rentabilizarem suas imagens e nomes não envolve estrangeiros

setembro 23, 2022

Em julho de 2021, a National Collegiate Athletic Association (NCAA) anunciou que passaria a permitir que quase meio milhão de estudantes, que praticam esportes, passassem a explorar suas imagens sem prejudicar sua elegibilidade ou violar as regras do esporte amador.

Até então, nenhum atleta-estudante poderia rentabilizar dentro do esporte a partir de um patrocínio. A única forma era por meio de bolsas escolares e moradia nas universidades. Com esta decisão, cerca de 460 mil atletas agora já podem receber renda com patrocínios, promoções e aparições em eventos, uma medida que se aplicará a todas as três divisões de esportes universitários.

Há, no entanto, um entrave: atletas estrangeiros não poderão aproveitar o fim do veto.

Com isso, o australiano Mason Fletcher, do time de futebol americano da University of Cincinnati, anunciou que todos os ganhos oriundos de produtos com o seu nome serão automaticamente revertidos para demais os atletas de sua equipe.

“Como atleta estudante internacional, não consigo ter acesso a nenhum dinheiro, então decidi que todos os lucros das compras de qualquer coisa em meu nome irão para todos os nossos jogadores de futebol! Espero que isso dê alguma ajuda financeira a esses caras que dão tudo de si”, publicou em seu Twitter.

Atualmente, 12% dos atletas universitários do país não são elegíveis para acordos devido a possíveis problemas com o visto.