No início deste mês, o Ministério da Cultura do Marrocos solicitou à Adidas a retirada da nova coleção de camisas da seleção de futebol da Argélia, alegando que no desenho houve uma apropriação de símbolos do “patrimônio cultural marroquino”, no caso, do icônico Palácio El Mechouar, localizado na cidade de Tlemcen, no norte do país.
No entanto, o Marrocos não aceitou a explicação e considerou que o uniforme argelino representava uma forma de apropriação cultural. Em 30 de setembro, um advogado do governo marroquino exigiu que a marca alemã retirasse o kit argelino do mercado ou assumisse que o produto havia sido inspirado na arte zellige, do Marrocos.
O advogado Mourad Elajouti declarou que o caso serviu para ressaltar “a importância de defender nosso patrimônio cultural e o know-how ancestral do artesanato marroquino”.
Nesta semana, a Adidas acabou reconhecendo que o desenho foi inspirado nos padrões do mosaico zellige do Marrocos. A marca foi além ao alegar que não teve intenção de ofender ninguém e que tem profundo respeito pelas pessoas e artesãos do Marrocos.