Copa do Mundo 2022

FIFA permitirá bandeiras LGBTQIA+ nos estádios da Copa do Mundo do Catar

Entidade fará um guia com informações e orientações ao público LGBTQIA+ que estará no país para o Mundial

FIFA permitirá bandeiras LGBTQIA+ nos estádios da Copa do Mundo do Catar

24 de outubro de 2022

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A Fifa permitirá bandeiras de arco-íris, que representam o movimento em defesa dos direitos LGBTQIA+, nas arquibancadas dos oito estádios da Copa do Mundo do Catar.

A entidade se posicionou em resposta a perguntas feitas pelo coletivo de torcidas Canarinhos LGBTQ+.

“A Fifa dá as boas-vindas a todos em seus eventos, e as bandeiras do arco-íris foram e serão permitidas nos estádios para todas as partidas Fifa”, afirmou a entidade, que fará um guia com informações e orientações ao público LGBTQIA+ que vai acompanhar o Mundial no Catar.

Vale lembrar que, em abril deste ano, o major-general Abdulaziz Abdullah Al Ansari, presidente do Comitê Nacional de Contraterrorismo do Catar, afirmou que o país do Oriente Médio vai receber bem os homossexuais, mas não iria aceitar bandeiras que promovessem o movimento.

“Se um torcedor levantar uma bandeira de arco-íris e eu tirá-la de sua mão, não seria porque eu quero ou porque estou insultando ele. Será para protegê-lo. Porque se eu não fizer isso, alguém poderá atacá-lo. Não posso garantir o bom comportamento de todos”, afirmou Al Ansari.

O discurso dos organizadores do Mundial é de que todos, independentemente da orientação sexual ou origem, serão bem-vindos no Catar.

“Se você ama futebol, este será o melhor lugar para estar”, acrescentou Nasser Al Khater, CEO da Copa do Mundo.

Harry Kane, da seleção inglesa, já adiantou que usará a braçadeira de capitão com as cores do arco-íris na competição. A Uefa encabeça a iniciativa de colocar os capitães das principais seleções europeias com a braçadeira do símbolo da comunidade LGBTQIA+.

Um relatório divulgado nesta segunda-feira (24) pela ONG Human Rights Watch (HRW) acusou a polícia do Catar de prender arbitrariamente e cometer abusos contra integrantes da comunidade LGBTQ+. A entidade afirma que documentou “seis casos de agressões severas e repetidas e cinco casos de assédio sexual em custódia policial entre 2019 e 2022”.

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