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Em projeto de internacionalização, NFL se aproxima da África

Entre as motivações está o fato de mais de 120 atletas que atuam na liga serem descendentes de 15 países do continente africano

Em projeto de internacionalização, NFL se aproxima da África

24 de abril de 2023

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A NFL desejas ganhar espaço na África e, para tal, usará plataformas digitais e trabalhará com parceiros de transmissão para que conteúdos exclusivos façam o trabalho inicial

Entre as principais motivações está o fato de mais de 120 atletas que atuam na liga serem descendentes de 15 países do continente africano. Uma das primeiras ações foi a realização de um Camp para identificação de talentos em Nairóbi, capital do Quênia.

“É importante para os proprietários e é importante para os jogadores da NFL que estejamos presentes na África. É muito importante para nós fazer o jogo crescer no continente, tanto do ponto de vista do torcedor quanto da participação. Existe um potencial extremamente empolgante neste mercado, que é impulsionado de várias maneiras pelos próprios atletas. Não há área fora dos Estados Unidos que forneça mais atletas para a maior competição do mundo”, disse Brett Gosper, chefe da liga de futebol americano para Europa e África, em entrevista ao site britânico SportsPro Media.

Para este ano, Gosper teve a companhia do ex-jogador Osi Umenyiora, bicampeão do Super Bowl pelo New York Giants em 2007/2008 e 2011/2012, que tem pais nigerianos, mas nasceu no Reino Unido.

Perguntado sobre a possibilidade de levar uma partida para a África, o executivo esquivou de uma resposta mais direta.

“Agora, nossa preocupação é envolver a base de fãs com o jogo”, explicou.

A liga planeja usar as plataformas digitais e trabalhar com parceiros de mídia, como a ESPN, para fornecer maior tempo de transmissão e oportunidades de conteúdo para contar histórias centradas no aprofundamento da conexão da NFL com os africanos.

“É provavelmente a conexão mais tangível ver esses atletas vindos de sua cidade natal ou de seu país de origem e assim chegar ao grande momento. Ter esses atletas que despertam esse interesse é ótimo, é uma descoberta. Este é obviamente um continente louco por esportes, então descobrir alguns dos maiores atletas do mundo, por meio de pessoas de seus próprios países, é algo que ressoa de maneira muito forte”, finalizou.

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