Indústria

Receita total do G4 paulista chega a R$ 2.6 bilhões em 2022

Levantamento da consultoria EY aponta mais de 150% de crescimento da receita total desde 2013

Receita total do G4 paulista chega a R$ 2.6 bilhões em 2022
Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos registraram crescimento de 153% na receita total no período entre 2013 e 2022 / Montagem: GE

03 de maio de 2023

3 minutos de Leitura

Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos registraram um crescimento de 153% na receita total no período entre 2013 e 2022, chegando a R$ 2.6 bilhões só no último ano.

O volume de entradas de valores no caixa foi maior, contudo, houve também aumento no endividamento dos times. Os números fazem parte de levantamento anual realizado pela EY, empresa de consultoria e auditoria, que analisa a saúde financeira dos clubes brasileiros.

Analisando a abertura da receita total dos Clubes Paulistas podemos ver que houve aumento na maioria das receitas, com exceção das receitas com direito de transmissão e premiação e receitas comerciais. Isso aconteceu, principalmente, por conta da contabilização em 2021, de direitos de transmissão e premiações dos campeonatos de 2020 que se encerraram no ano seguinte por conta da paralisação decorrente da pandemia. Dessa forma, a queda dessa linha de receitas em 2022 é resultado da normalização desses pagamentos.

Pedro Daniel, Diretor Executivo de Esporte da EY

Além da premiação e direitos de transmissão, as principais fontes de receita são transferência de atletas, comerciais (Patrocínios e Publicidade) e Matchday (Bilheteria + Sócio Torcedor).

“Comparando 2022 com 2021, identificamos um aumento de 6% na proporção com transferências de atletas, chegando à fatia de 23% da receita dos clubes, só perdendo para os direitos de transmissão e premiação”, afirma Daniel.

As receitas de matchday também tiveram um crescimento significativo em relação ao ano anterior, saindo de uma fatia de 7% para 15% do todo. Segundo Pedro, “quando olhamos para receita total, tivemos uma evolução no período analisado (entre 2013 e 2022) para os quatro clubes sendo Corinthians 147%, Palmeiras 390%, Santos 80% e São Paulo 82%”. Porém, no comparativo com o ano anterior, apenas a dupla do Majestoso manteve o aumento.

“O Timão registrou um aumento de 55%, enquanto no Tricolor do Morumbi observamos 39% de aumento”, acrescentou Pedro.

Já quando o levantamento aponta a questão do endividamento, a EY analisa três aspectos: endividamento líquido, empréstimos e tributário. No geral, houve um aumento nos três de respectivamente 125%, 70% e 124% nos últimos 10 anos. Comparando apenas com o ano anterior, tivemos uma queda de menos de 1% no líquido e aumentos respectivos de 15% e 19% nos outros dois quesitos.

“Os quatro grandes tiveram um equilíbrio na evolução do endividamento líquido no comparativo com 2021. Sendo o maior valor do Corinthians com R$ 927 milhões e o menor do Palmeiras com R$ 451 milhões”, completou.

No que se refere aos indicadores de endividamento por receita, os clubes estão mais uma vez divididos.

“Dos 4 clubes o Santos apresentou o maior índice (1,58), ou seja, o endividamento líquido do clube em 2022 foi 1,58 vezes superior ao faturamento realizado, em seguida vem o Corinthians com 1,19x e depois o São Paulo com 0,89x e o Palmeiras com 0,52x. Quando comparada à receita sem venda de jogadores, o Santos apresentou 1,99x mais dívida, o Corinthians 1,47x, o São Paulo 1,36x e o Palmeiras 0,65x — que foi o único que teve uma dívida menor do que o faturamento realizado sem considerar a venda de jogadores.”, finalizou Daniel.

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