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Ao anunciar Henderson, Al-Ettifaq “descolore” braçadeira de capitão com as cores do arco-íris

Várias fotos usadas no vídeo foram descoloridas exatamente no local onde jogador usava as braçadeiras

Ao anunciar Henderson, Al-Ettifaq “descolore” braçadeira de capitão com as cores do arco-íris
Foto: AFP

28 de julho de 2023

2 minutos de Leitura

O Al-Ettifaq anunciou nesta semana a chegada de Jordan Henderson como seu novo reforço. Ao divulgar o vídeo que oficializa a contratação do jogador, o que chamou a atenção foi a ‘descoloração’ da braçadeira de capitão que o meia utilizou por tantas vezes no Liverpool.

Várias fotos usadas no vídeo foram descoloridas exatamente no local onde Henderson usava as braçadeiras, que apoiam a parceria com a campanha Rainbow Laces da Stonewall, demonstrando o compromisso da liga com a inclusão LGBTQIAP+.

Vale lembrar que a homossexualidade é ilegal na Arábia Saudita, por isso a retirada do arco-íris da imagem pela equipe.

Jogador foi criticado pela transferência

Entidades que representam a comunidade LGBTQIAP+ e nomes do futebol reagiram à transferência de Henderson do para o Al-Ettifaq.

O ex-jogador alemão Thomas Hitzlsperger, que assumiu ser gay um ano após anunciar sua aposentadoria dos gramados, criticou a decisão do meia de ir para um país onde a homossexualidade é proibida.

“Então Jordan Henderson finalmente conseguiu sua ida para a Arábia Saudita. É justo para ele, pode jogar onde quiser. Curioso saber como será a nova marca JH. A velha está morta!”, publicou Hitzlsperger nas redes sociais.

Ainda quando negociava com o Al-Ettifaq, grupos de torcedores LGBT do Liverpool já criticavam o agora ex-capitão dos Reds. A Kop Outs divulgou uma série de publicações nas quais pediam para ele cancelar a transferência para a Arábia Saudita. Ao fechar o acordo, eles se posicionaram.

“Então, Henderson, como é o contrato multimilionário que o afastou do compromisso com direitos humanos? Dadas as escolhas que ele fez recentemente, Kop Outs duvida e questiona se Henderson já foi um aliado real. Estamos profundamente desapontados por ele estar escolhendo trabalhar como parte de uma operação de sportswashing, tentando se distrair de um regime onde mulheres e pessoas LGBT+ são oprimidas”, publicou o grupo.

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