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Fórmula 1 registra queda de receita para US$ 724 milhões durante segundo trimestre

Cancelamento de GP da Emília-Romagna, em Ímola, é apontado como responsável por baixa de 2,7% na arrecadação

Fórmula 1 registra queda de receita para US$ 724 milhões durante segundo trimestre
Foto: Red Bull Content Pool

09 de agosto de 2023

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A Fórmula 1 anunciou que sua receita do segundo trimestre caiu 2,7% no comparativo com o mesmo período de 2022. A categoria faturou US$ 724 milhões no período.

A queda na receita em comparação com 2022 é também reflexo do cancelamento do Grande Prêmio da Emília-Romagna, em Imola. Apesar da saída desta etapa do calendário, a receita com promoção das provas teve crescimento, graças aos aumentos dos valores dos contratos e das receitas com patrocínio.

A venda de direitos de mídia também diminuiu pela realização de uma corrida a menos em comparação com o mesmo período do ano anterior. IO crescimento das assinaturas da F1 TV, serviço de streaming disponibilizado pela categoria, acabou compensando.

Renovações de provas

No período, a F1 garantiu extensões de contrato com os Grandes Prêmios da Hungria e da Áustria até 2032 e 2030, respectivamente. A categoria também ampliou sua parceria global com a Heineken.

“A Fórmula 1 está aproveitando nosso momento de crescimento e nossos fãs estão se envolvendo com o esporte nas plataformas tradicionais, digitais e de mídia social. No próximo ano, sediaremos 24 corridas em todo o mundo, com provas mais próximas, o que beneficiará a eficiência das operações da F1 e de nossas equipes”, disse Stefano Domenicali, presidente e diretor executivo da F1.

Novidade, Las Vegas preocupa

Os custos crescentes com a primeira edição do GP de Las Vegas, nos Estados Unidos, preocupam a Liberty Media, gestora da F1.

Com o alto investimento na promoção do mesmo, o desempenho financeiro da prova acaba dependendo exclusivamente da detentora dos direitos comerciais da F1.

“Nossa construção de paddock está agora 85% concluída”, disse Brian Wilding, diretor financeiro da Liberty.

Segundo Brian, as despesas com estrutura de construção do paddock e da pista serão de cerca de US$ 400 milhões, sendo que US$ 155 milhões já foram gastos no primeiro semestre do ano. Grande parte do aumento de custo busca minimizar a interrupção dos negócios ao longo da Strip, a principal via turística da cidade, já que a prova será disputada em circuito de rua.

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