Indústria

Grupo do Governo Federal apresenta proposta de Programa Esporte Sem Racismo

Documento propõe criação da Autoridade Nacional para Prevenção e Combate à Violência e à Discriminação no Esporte

Grupo do Governo Federal apresenta proposta de Programa Esporte Sem Racismo
Anielle Franco discursa, observada por Ana Moser e Marivaldo Pereira - Reprodução / Twitter @esportegovbr

03 de agosto de 2023

2 minutos de Leitura

O Grupo de Trabalho Temático (GTT) criado com a finalidade de elaborar um plano de ação do Governo Federal para o combate ao racismo no esporte apresentou suas propostas.

O evento contou com as participações das ministras Ana Moser (Esporte) e Anielle Franco (Igualdade Racial), além de Marivaldo Pereira, secretário de Acesso à Justiça do Ministério da Justiça e Segurança Pública. O GTT que formulou as propostas é composto por representantes das três pastas.

O documento apresentado pelo GTT é a materialização de uma promessa feita por Ana Moser, por ocasião da sanção presidencial à nova Lei Geral do Esporte (LGE), em 15 de junho deste ano. Entre os dispositivos que acabaram sendo vetados no texto aprovado pelo Congresso Nacional estava o que previa a criação da Autoridade Nacional para Prevenção e Combate à Violência e à Discriminação no Esporte (Anesporte).

Ao todo, 25 pessoas participaram do GTT, sendo 16 do Ministério do Esporte, seis da Igualdade Racial e três da Justiça e Segurança Pública. Além de um diagnóstico sobre o problema do racismo no país, o documento traz um plano de ações e de recomendações a serem implementadas nas diferentes esferas.

Inicialmente, o objetivo das propostas apresentadas no plano é orientar a formulação das políticas públicas pelos três ministérios. Se vierem a ser implementadas de fato, trarão impactos ao dia a dia das organizações esportivas profissionais e amadoras, incluindo clubes, federações, comitês e associações.

O documento sugere a implantação de projetos de formação continuada voltadas a atletas, dirigentes, técnicos e árbitros. Uma das ações apresentadas consiste na criação de espaços para que atletas possam debater e manifestar-se a respeito do racismo no ambiente de trabalho. O plano ainda preconiza a oferta de apoio psicológico e de um programa de saúde mental para esportistas negros.

Os membros do GTT também pedem a inserção de mecanismos de promoção da igualdade racial na Lei de Incentivo ao Esporte.

“É o início de um trabalho intersetorial para tratarmos de buscar responder à sociedade sobre casos de racismo no contexto do esporte, de suas arenas e fora delas, nos espaços de convívio. Há o princípio neste governo Lula de integrar ações entre os diversos setores da política”, disse Ana Moser.

Compartilhe