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São Paulo espera movimentar US$ 60 milhões com partida da NFL

O país se tornará apenas o quinto fora dos Estados Unidos a receber uma partida oficial da liga

São Paulo espera movimentar US$ 60 milhões com partida da NFL

14 de janeiro de 2024

4 minutos de Leitura

Em dezembro, a NFL oficializou que o Brasil receberá uma partida de temporada regular em 2024. Para receber o duelo, o país venceu a concorrência de Madrid, na Espanha, que será o lar do futebol americano em 2025.

Em solo brasileiro, a partida será realizada na Neo Química Arena. Pelo duelo em sua casa, o Corinthians receberá R$ 3 milhões. Espera-se que o Miami Dolphins seja uma das equipes envolvidas, afinal, foi a escolhida para trabalhar em conjunto com a liga no mercado brasileiro.

“Levar a NFL para novos continentes, países e cidades ao redor do mundo é um elemento importante do nosso plano para seguir crescendo o esporte globalmente. O Brasil se estabeleceu como um mercado-chave para a NFL, e estamos animados para jogar no país pela primeira vez”, disse Roger Goodell, Comissário da NFL.

Expectativa da Prefeitura de São Paulo

A Prefeitura e a São Paulo Turismo acreditam que o jogo da NFL irá movimentar aproximadamente US$ 60 milhões na capital paulista. Isso usando como base os eventos realizados na Alemanha e no México. Este ano, inclusive, a liga estará de volta ao território alemão.

“A decisão da NFL de trazer um jogo da temporada regular para São Paulo é significativa e emocionante para a cidade, consolidando São Paulo e o Brasil no centro do cenário esportivo global. Poder receber a liga em nossa cidade, sediando este jogo histórico que terá um impacto positivo no turismo, no emprego e na economia da cidade”, acrescentou Ricardo Nunes, prefeito de São Paulo.

“São Paulo se posiciona como um dos grandes centros de alguns dos maiores eventos do mundo. A decisão da NFL de jogar no Brasil é uma declaração de confiança que contribuirá para fortalecer a imagem de São Paulo como local para grandes eventos globais e esperamos sediar uma partida com sucesso da liga em 2024″, finalizou Gustavo Pires, presidente da São Paulo Turismo.​

Segundo a NFL, o Brasil é o segundo país fora dos EUA que mais tem pessoas que se declaram fãs da modalidade, com 38,3 milhões. O país fica atrás apenas do México, com 39,6 milhões.

O por que deve ser o Miami Dolphins no Brasil?

MKTEsportivo adiantou ao mercado brasileiro que, quando a NFL distribuiu os direitos de marketing internacional aos times em dezembro de 2021, ela colocou o Miami Dolphins para o Brasil.

O objetivo é fazer que cada uma das equipes da NFL atue fora do território americano ao menos uma vez a cada oito anos. Desde então, os times podem fechar patrocínios regionais, vender os direitos de TV da pré-temporada e de rádio da temporada regular, eventos com fãs (como já fez os Dolphins no Brasil recentemente) e vendas de produtos licenciados.

“É um marco significativo em nossos esforços para ampliar o alcance global da NFL, construindo relacionamentos de longo prazo com esses mercados internacionais que desempenharão um grande papel no crescimento e expansão de nosso esporte nos próximos anos. Muito do sucesso da nossa liga está enraizado na forte conexão que nossos times construíram com seus fãs. Essa iniciativa cria muitos outros caminhos para envolver e energizar nossa base de fãs internacional”, afirmou Joel Glazer, proprietário do Tampa Bay Buccaneers e copresidente do comitê internacional da NFL, em entrevista ao Sport Business, na época do lançamento do projeto.

Interesse declarado em setembro

Ao participar de um podcast, Peter O’Reilly, vice-presidente executivo da NFL, confirmou que a organização esteve no Brasil e Espanha monitorando possíveis locais a serem casas de jogos de futebol americano.

Em território espanhol, o foco estava em Madrid, com Santiago Bernabéu, do Real Madrid, e Cívitas Metropolitano, do Atlético de Madrid, enquanto no mercado brasileiro as opções eram Rio de Janeiro e São Paulo.

“Brasil e Espanha são dois mercados fortes e dois mercados importantes. E o mais importante é que também existem mercados nos quais as equipes estão interessadas. Casar onde elas estão agora e construir a sua base de torcedores é importante. Também precisa de funcionar para os times”, disse O’Reilly.

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