Coluna

Era uma vez um clube de futebol e uma casa de apostas…

Temos uma grande carência por um volume de cases de patrocínio de longo prazo

Era uma vez um clube de futebol e uma casa de apostas…

17 de junho de 2024

2 minutos de Leitura

Fábio Wolff
Fábio Wolff
Fábio Wolff é sócio-diretor da Wolff Sports, e professor em cursos de MBA em Gestão e Marketing Esportivo na Trevisan Escola de Negócios

A parceria entre um clube de futebol e uma casa de apostas estava caminhando bem durante alguns meses, as partes se conhecendo.

Paralelo a isso, o clube estava recebendo várias sondagens de empresas do mesmo segmento. Sabe-se que o mercado atual possui uma demanda maior que a oferta, no que tange a patrocínios a clubes de futebol, de modo que é prudente o clube sempre estar atento a novas oportunidades.

Até que um belo dia, o clube recebeu uma proposta formal de patrocínio, de valor bem superior se comparada ao contrato vigente, além da mesma contemplar o pagamento também da rescisão contratual.

O clube de futebol analisou a proposta financeira e resolveu rescindir o contrato que estava vigente.

A situação descrita acima tornou-se comum no futebol brasileiro. Vários clubes vêm trocando de patrocinadores em busca de um contrato financeiramente melhor, o que tem ocorrido de forma evidente no mercado de casas de apostas.

Qual o problema nisso?

Um enorme: o descrédito e a credibilidade do mercado. Hoje ele fez com aquela empresa, amanhã acontecerá com a minha.

É natural que os clubes de futebol busquem sempre o melhor patrocinador. E isso inclui o aspecto financeiro, mas não pode ficar restrito a isso.

A grande maioria dos clubes brasileiros não possui uma situação financeira confortável, por isso são presas fáceis para patrocinadores endinheirados.

Os clubes devem analisar bem antes de trocar de patrocinadores, na minha opinião, as parcerias de longo prazo sempre fazem bem à imagem dos envolvidos.

Temos uma grande carência por um volume de cases de patrocínio de longo prazo.

Acredito ter propriedade para falar do assunto, uma vez que já tive clientes com contratos rescindidos, bem como na outra situação, em que contratos de clientes foram fechados, derrubando parceria vigente com o clube.

No entanto, refletindo sobre o assunto e verificando o resultado no mercado, podemos classificar o momento com o sinal amarelo. Ou seja, atenção clubes de futebol: essa demanda por patrocinadores no segmento de casas de apostas pode não se sustentar a médio e a longo prazo. Parcerias sólidas longevas e bem alinhadas me parecem fazer mais sentido, com resultados mais eficazes ao clube e ao patrocinador.

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