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Thairo Arruda, CEO da SAF do Botafogo, prevê redução considerável na dívida do clube

A gestão de dívidas tem sido um dos principais problemas que o Alvinegro carioca tem enfrentado nos últimos anos

Thairo Arruda, CEO da SAF do Botafogo, prevê redução considerável na dívida do clube
Foto: Vitor Silva/Botafogo

12 de junho de 2024

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A gestão de dívidas tem sido um dos principais problemas que o Botafogo tem enfrentado nos últimos anos. Por conta disso, o Alvinegro recorreu ao modelo SAF, sendo adquirido por John Textor. Hoje, pouco mais de dois anos, o quadro financeiro do clube é melhor.

De acordo com Thairo Arruda, CEO da SAF, o passivo (somatório das dívidas trabalhistas, cíveis e tributárias) era de R$ 1,1 bilhão no começo da nova gestão.

“Quando começamos na SAF, o Botafogo tinha R$ 1,1 bilhão em passivo e R$ 120 milhões em receitas. Era uma relação de 1 para 10. Qualquer empresa de qualquer setor com esses valores é falência. Nosso primeiro trabalho foi entender o passivo e as oportunidades que tínhamos de destravar receitas. Fechamos o ano passado com R$ 530 milhões de receita. Em dois anos, é incrível o nível que crescemos”, comentou Thairo Arruda, CEO da SAF do Botafogo.

As dívidas foram apontadas como uma das prioridades desde a chegada de John Textor. Recentemente, o clube quitou R$ 130 milhões em níveis cíveis. Na esfera trabalhista, a gestão do time carioca contou com o RCE (Regime Centralizado de Execuções) ainda nos primeiros de SAF.

“O próximo passo foi a dívida cível. Eram R$ 440 milhões, estávamos em negociação há um ano que resultou na Recuperação Extrajudicial. Tínhamos duas propostas que fizemos: os que queriam receber rápido, à vista, tinham que dar 90% de desconto. Os que queriam receber no longo prazo, davam 40% de desconto. Fizemos benchmarks, entendemos como outras empresas faziam. É muito fácil fazer um acordo, o difícil é cumprir. Nesse sentido, conseguimos 65% de adesão, foi muito maior do que a gente esperava”, disse Thairo Arruda.

“Há três níveis de passivo: trabalhista, cível e tributário. Primeiro que focamos foi o trabalhista, porque é nele que sofremos mais. Há penhoras, decisões judiciais… Sofremos penhoras no começo da SAF, na maioria das vezes da Justiça do Trabalho. Assumimos o clube com R$ 220 milhões de dívida trabalhista, reestruturamos o RCE de forma que hoje temos R$ 150 milhões. Está bem equalizado, pagamos direitinho e os credores estão felizes”, complementou Thairo.

“A terceira etapa é trabalhar o tributário. Estamos em andamento e a expectativa é finalizar até o final do ano. E aí vamos concluir o trabalho de reestruturação do passivo do Botafogo. Se somar de tudo, esperamos fechar o ano com o passivo de R$ 600 milhões. Ou seja, de R$ 1,1 bilhão para R$ 600 milhões em dois anos. E nossa receita saiu de R$ 120 milhões para R$ 530 milhões. A relação de 10 para 1 está quase de 1 para 1”, finalizou.

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