Os descendentes do Chefe Blackfeet, John Two Guns White Calf, que por 48 anos teve seu rosto no logo da franquia Washington Commanders (anteriormente, Washington Redskins) querem o retorno do emblema original da equipe.
A família também deseja que a sua história seja recontada para a próxima geração de americanos, valorizando o multiculturalismo. “Os fãs o querem de volta e nós o queremos de volta”, disse Thomas White Calf, sobrinho-neto de John Two Guns.
A franquia alterou o seu logotipo em 2020 e o seu nome em 2022, após sofrer pressão pública de líderes de tribos locais e grupos de defesa dos nativos norte-americanos. A equipe, na época ainda sofreu com a saída de patrocinadores como FedEx e Pepsico. A pressão aconteceu por conta do termo “Redskins” (“peles vermelhas”), usado como referência aos nativos americanos e considerado racista.
A família afirmou que nunca foi consultada sobre a decisão e que não apoiava a remoção do logo. Delphine White Calf, sobrinha do chefe Blackfeet, alegou que a imagem de seu ancestral nunca foi feita para prejudicar e ofender ninguém, e sim para homenagear o líder que lutou pela preservação da história e cultura nativa americana.
De acordo com informações da Fox News Digital, a família tem sido apoiada pelo senador Steve Daines e pela própria franquia, que está fazendo esforços para honrar a herança do time.
“Estamos colaborando com o senador Daines para honrar o legado da herança de nossa equipe e da comunidade nativa americana”, disse um porta-voz dos Commanders à Fox News Digital.
“Trata-se de corrigir um erro. É um motivo de orgulho e representa a rica história dos nativos americanos que ajudou a tornar nossa nação grande, e deve ser celebrado com entusiasmo em toda a nossa cultura”, comentou Steve Daines.





