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Qual o investimento para se tornar um piloto de Fórmula 1?

Além de demandar um nível de competitividade acima da média, o automobilismo exige investimentos constantes de seus praticantes e de parceiros

Foto: Reprodução

10 de setembro de 2024

2 minutos de Leitura

Além de demandar um nível de competitividade acima da média, o automobilismo exige investimentos constantes de seus praticantes e de parceiros.

Com isso, a administração financeira e o suporte de patrocinadores se tornam requisitos fundamentais para o desenvolvimento desses competidores nesse esporte. Para se tornar um piloto profissional, diversos desafios serão traçados e um árduo processo com uma lucratividade instável pode ser esperado.

Segundo Lucas Di Grassi, ex-piloto da F1 e competidor na Fórmula E, são necessários, no mínimo, € 10 milhões (cerca de R$ 54 milhões) para competir nas principais categorias de fórmula do mundo, somando ,em média, 10 anos de kart, dois anos de Fórmula 4, dois anos de F3 e dois anos de F2.

De acordo com Di Grassi, além do investimento considerável, é quase impossível obtenção de retorno financeiro no esporte a motor. Para o brasileiro, a lucratividade é mínima, sendo uma luta custear todas as despesas.

Benfeitor de uma bolsa da Renault no início da carreira, o piloto ressaltou que as marcas atualmente já não investem tanto nesse tipo de projeto.

O campeão da temporada 2016/2017 da Fórmula E relembra que havia uma forte relação entre os sucessos de corridas e as vendas de automóveis, com a famosa frase “Win on Sunday, sell on Monday”, em português “você ganha a corrida no domingo e vende o carro na segunda.

Porém, essa relação foi se perdendo ao longo dos anos, resultando na redução dos investimentos e ocasionando o corte dos projetos de formação de pilotos.

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