Anunciada no final de janeiro como sede do GP da Espanha de Fórmula 1 entre 2026 e 2036, Madri vem encontrando dificuldade para captar investidores.
Segundo a delegada do setor de economia, inovação e fazenda da prefeitura da cidade, Engracia Hidalgo, o projeto ainda não encontrou nenhum parceiro interessado em financiar a iniciativa.
Estima-se que o aporte para a transformação da área que funciona como sede do IFEMA, consórcio do qual Hidalgo também é vice presidente, em um paddock de F1 seja de € 47,5 milhões (R$ 290 milhões), incluindo os € 51 milhões ( cerca de R$ 311 milhões) valor pago pela prova.
Além disso, de acordo com a prefeitura de Madri, levaria até 13 anos para recuperar o montante. Apesar das cifras, estudo de viabilidade econômica aconselha a extensão do acordo para 30 anos, ampliando o vínculo contratual atual por mais 20 anos.
Nos últimos dias, a organização minimizou as preocupações sobre a realização do novo GP. Através do porta-voz Miguel Angel Garcia, a IFEMA afirmou que os contribuintes não fornecerão fundos para a corrida.
“A IFEMA, como promotora, está cumprindo seu programa de trabalho e tomando as medidas necessárias para que nossa região possa sediar o evento. Além disso, estamos trabalhando com o calendário que havíamos sido definido. Podemos manter a calma, pois o GP de Fórmula 1 está bem encaminhado”, comentou Angel Garcia.
O grande temor dos organizadores é que o evento tenha o mesmo enredo do GP da Europa, quando a prova foi realizada em Valência.
Na época, a cidade espanhola deu garantias que o investimento viria totalmente da iniciativa privada. Apesar disso, a etapa só foi realizada entre 2008 e 2012, custando mais R$ de 230 milhões (aproximadamente R$ 1,4 bilhão) aos cofres públicos, dívida sanada apenas em 2023.





