Indústria

CBF é condenada a indenizar ex-diretora por assédio moral e sexual

No processo, a ex-funcionária havia pedido reparação de R$ 1,8 milhão, sendo que ela promete recorrer do valor fixado. CBF também recorrerá

Foto: Divulgação/CBF

01 de outubro de 2024

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A Confederação Brasileira de Futebol foi condenada, pelo juiz Leonardo Almeida Cavalcanti, do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (RJ), a indenizar em R$ 60 mil a ex-diretora Luísa Xavier Rosa, que processou a confederação por assédio moral e sexual, além de discriminação por ser mulher.

Luísa Xavier, que iniciou na empresa como gerente de Infraestrutura em 2020, relatou que o assédio dentro da CBF começou após ela ser promovida, em 2022, para o cargo de diretora da entidade, a primeira mulher na função na história da confederação.

Luísa alegou que teve suas funções esvaziadas na Confederação Brasileira de Futebol, o que a levou ao quadro de depressão. Ednaldo Rodrigues, presidente da CBF, foi acusado, por exemplo, de ter a desautorizado na contratação de empresas de obras.

Além disso, ela relatou muito episódios de assédio sexual, como comentários misóginos e constrangedores; o assédio era de conhecimento geral e praticado por vários integrantes da confederação, segundo Luísa.

O juiz Leonardo Almeida Cavalcanti reconheceu o abalo psíquico da autora da ação e ainda determinou que a CBF pague diferenças salariais a Luisa. No processo, a ex-diretora havia pedido reparação de R$ 1,8 milhão, sendo que ela promete recorrer do valor fixado. Já a CBF também recorrerá da punição.

Tags:cbf
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