Patrocínio

COB se inspira no Comitê Paralímpico e promete investir na base com maior patrocínio da história

Confira as palavras de Marco Antônio La Porta e Yane Marques, que assumirão o comando do Comitê Olímpico Brasileiro no começo de 2025

Foto: Alexandre Loureiro/COB

07 de outubro de 2024

3 minutos de Leitura

Eleitos o presidente e a vice-presidente do Comitê Olímpico do Brasil no último dia 3 de setembro, Marco Antônio La Porta e Yane Marques assumirão o comando do COB no começo do próximo ano em um mandato válido de 2025 a 2028. Na sexta-feira (4), eles anunciaram um novo projeto para desenvolvimento dos atletas brasileiros e revelaram inspiração no Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).

A antiga gestão do COB, sob o comando de Paulo Wanderley, derrotado na eleição da última quinta (3), fechou um aporte da Caixa de R$ 160 milhões visando as Olimpíadas de Los Angeles 2028, sendo este o maior patrocínio da história da entidade, que promete investir nos jovens atletas.

“Até 2016, tivemos um investimento muito grande no esporte brasileiro, por causa do ciclo das Olimpíadas do Rio de Janeiro. Foram aportados mais recursos, e esses recursos chegaram à base. Quando passaram os Jogos, as empresas recuaram. Esse investimento tinha fôlego até Paris e não tem até Los Angeles. Precisamos voltar a investir. O COB fechou o maior patrocínio da história do Comitê e o nosso projeto é direcionar esses recursos para o desenvolvimento”, afirmou Marco Antônio La Porta, o futuro presidente do Comitê Olímpico do Brasil, ao SporTV.

Yane Marques, futura vice-presidente, revelou que seguirá morando no Nordeste para dar amplitude ao projeto e conectar as regiões brasileiras.

“Vou continuar em Recife, e vamos ativar um polo Norte-Nordeste. Precisamos ter sensibilidade para entender as vocações naturais que cada região tem e direcionar nossas energias nesse sentido. Acredito muito no material humano nordestino, e as pessoas precisam que a gente deposite atenção, traga novos atletas”, disse Yane Marques, a futura vice-presidente do Comitê Olímpico Brasileiro.

Durante a entrevista, os novos gestores do COB prometeram ampliar o suporte oferecido aos atletas, que atualmente é centralizado no Rio de Janeiro, onde está localizada a sede do Comitê. Segundo o futuro presidente e a futura vice-presidente, tanto o Centro de Formação Olímpica em Fortaleza quanto o Centro Olímpico de São Paulo passarão a atuar como locais de apoio e treinamento para os esportistas brasileiros durante o ciclo que antecede as Olimpíadas de Los Angeles, em 2028.

A grande inspiração do Comitê Olímpico Brasileiro é o Comitê Paralímpico Brasileiro, que pela primeira vez na história entrou no top 5 das Paralimpíadas, com 89 medalhas, sendo 25 de ouro e a inédita quinta colocação em Paris 2024.

“O investimento do Comitê Paralímpico é bem mais assertivo. Eles têm um Centro de Treinamento fantástico em São Paulo e têm parceria com o Centro de Formação Olímpica. O problema hoje é como desenvolver um talento. Parecia fácil, mas como ele vai chegar ao alto rendimento? Com estrutura. E o CPB fez isso”, pontuou Marco Antônio La Porta, o futuro presidente do Comitê Olímpico do Brasil, que foi acompanhado nas palavras de sua futura parceira de trabalho.

“O Comitê Paralímpico tem uma ação bastante interessante, que pensamos em reproduzir. Ele pulveriza, dá alguns carimbos do CPB pelo Brasil inteiro. Capacitam, dão material e treinamento para professores, que aplicam aquilo e captam talentos. Temos boas estruturas físicas no Brasil. Queremos acompanhar, mapear e entender o potencial para o COB chegar, chancelar e ajudar a máquina a trabalhar atletas com eficiência. Temos muitas Yanes pelo país e vamos atrás delas”, concluiu Yane Marques, ex-atleta de pentatlo moderno e futura vice-presidente do Comitê Olímpico Brasileiro.

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