Indústria

Arena Barueri é liberada para jogos após entrega de plano com público reduzido

FPF revoga interdição dois dias após suspensão e libera estádio administrado por empresa ligada a Leila Pereira

Foto: Marcos Ribolli

23 de maio de 2025

3 minutos de Leitura

Nesta sexta-feira (23), a Federação Paulista de Futebol publicou um novo documento permitindo o uso da Arena Barueri para jogos oficiais, visto que a decisão foi tomada após o envio de uma documentação exigida, entregue no meio da semana com um planejamento para partidas com público reduzido. O estádio, que desde 2023 está sob gestão de uma empresa ligada à presidente do Palmeiras, Leila Pereira, teve sua interdição revogada dois dias após a publicação da primeira portaria que vetava a utilização do local.

A liberação ocorre em meio a um contexto marcado por tensões entre Leila Pereira e Reinaldo Carneiro Bastos, presidente da FPF, com a dirigente do Alviverde questionando os motivos que levaram à suspensão do estádio e sugerindo que a medida teria sido motivada por fatores políticos, já que o clube optou por não apoiar a candidatura de Reinaldo à presidência da CBF.

Antes da nova autorização, a Federação barrou a Arena Barueri com a alegação de que o espaço não reunia as condições ideais para receber público, em razão de intervenções estruturais. Como resposta, a gestão do estádio protocolou um plano de operação com limitação na capacidade de torcedores, buscando se adequar às exigências, sendo que a proposta convenceu a diretoria da federação, que reavaliou a situação e optou por liberar o local para duelos.

A liberação da arena atende diretamente os times de base e o elenco feminino do Verdão, que costumam mandar suas partidas por lá com frequência. No caso do time principal, no entanto, não há jogos previstos pela FPF no calendário atual, já que o Paulistão foi concluído no primeiro semestre.

Durante entrevista ao Amazon Prime, concedida antes do confronto contra o Ceará pela Copa do Brasil, Leila Pereira ressaltou os investimentos realizados desde que assumiu a gestão do estádio (cerca de R$ 70 milhões), destacando melhorias como a modernização dos vestiários, reestruturação das arquibancadas, renovação da área de imprensa e a instalação de coberturas em parte da arquibancada, garantindo mais conforto ao público e melhores condições para realização de eventos esportivos.

A presidente ainda atribuiu a suspensão do estádio a um atrito com Reinaldo Carneiro Bastos, presidente da FPF, sugerindo que a medida teria sido uma retaliação. Segundo ela, a decisão não causou surpresa, já que o Alviverde optou por apoiar a candidatura de Samir Xaud à presidência da CBF, e não a de Reinaldo.

“Para mim não foi surpreendente que depois que não apoiei o candidato da Federação o estádio foi interditado para jogos da Federação. (…) Sim, eu acho que foi uma represália do Reinaldo Carneiro Bastos. (…) Eu apoio o Samir porque são as mesmas pautas que o Palmeiras defende. Diminuição do campeonato estadual, mudança de calendário, profissionalização da arbitragem e fair play financeiro”, afirmou.

Recorde de público

A Arena Barueri tem sido tratada como a segunda casa do Palmeiras em 2025. Foi lá que o clube disputou dois clássicos contra Corinthians e São Paulo neste ano, vencendo ambos, visto que no Choque-Rei foi registrado o maior público da história do estádio, com 29.709 pessoas presentes.

Tags: FPF Palmeiras
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