A especulação de que a CBF adotaria uma camisa vermelha pela Seleção Brasileira provocou ampla rejeição nas redes sociais. De acordo com levantamento divulgado pela Quaest, 90% das menções analisadas expressaram posicionamento contrário à mudança nas cores do uniforme.
A análise considerou 24 milhões de interações realizadas entre segunda-feira (28) e terça-feira (29), às 19h, em plataformas como X, Instagram, Facebook, YouTube, Reddit, Tumblr e em portais de notícias. Apenas 10% dos comentários se mostraram favoráveis à possível alteração.
Segundo a consultoria, a maioria das manifestações apontou uma “reação crítica ou contrária à possibilidade de alteração nas cores tradicionais do uniforme”.
O estudo foi motivado pela repercussão de uma matéria publicada pelo portal britânico especializado Footy Headlines, que mencionava possíveis mudanças no uniforme da seleção. A partir da publicação, imagens não oficiais de camisas vermelhas passaram a circular com intensidade nas redes.
A cor vermelha, sugerida como alternativa ao tradicional amarelo e ao azul, gerou forte reação negativa, inclusive com interpretações de cunho político.
O narrador Galvão Bueno também criticou a ideia durante o programa “Galvão e Amigos”, transmitido pela Band.
“A história do futebol brasileiro é muito rica, de momentos difíceis, mas também de muitas conquistas. Eu transmiti 52 jogos da Seleção. Então, acho que tenho algum direito de falar, mesmo sem nunca ter vestido a camisa”, afirmou.
Diante da repercussão, a CBF divulgou uma nota oficial afirmando que nem a entidade nem a Nike haviam “divulgado formalmente detalhes sobre a nova linha da Seleção” e que “os padrões nas cores amarelo tradicional e azul serão mantidos”.





