O Cuiabá, representado pelo presidente Cristiano Dresch, acionou o Banco Central do Brasil contra Rubens Menin, acionista majoritário da SAF do Atlético-MG e controlador da Galo Holding, empresa que administra o departamento de futebol do clube mineiro.
A ação, que foi divulgada pelo jornalista Venê Casagrande, tem como base dívidas pendentes com jogadores e outras agremiações. Entre os valores está o montante relacionado à ida do atacante Deyverson da equipe mato-grossense para o Galo.
Na ação, o Cuiabá solicita que o Banco Central analise a situação de Menin, buscando verificar se as dívidas acumuladas do Atlético-MG e suas empresas controladas podem comprometer a conformidade exigida de controladores de bancos no país.
O argumento do clube se sustenta em um artigo do Conselho Monetário Nacional que prevê que “a autorização para funcionamento de instituição financeira dependerá da análise da capacidade econômico-financeira dos controladores, de forma isolada ou em conjunto”.
Em busca de solucionar o caso, o Cuiabá chegou a acionar o Atlético-MG na CNRD (Câmara Nacional de Resolução de Disputas) pela dívida de R$ 5 milhões por conta da contratação de Deyverson.
Além disso, a agremiação mato-grossense ainda cogitou o balanço financeiro que o Galo divulgou na última semana onde “indicaram um aumento expressivo da dívida da entidade, que já ultrapassa R$ 1 bilhão, atribuído, em grande parte, à inadimplência e à não observância de compromissos assumidos no processo de aquisição e gestão do clube.”
Em resposta, o Atlético-MG tratou como imprópria a denúncia apresentada pelo Cuiabá ao Banco Central. O clube mineiro condena qualquer medida tomada fora da CNRD, Câmara Nacional de Resolução de Disputas, órgão pertence à CBF.
Na nota divulgada após à movimentação do Cuiabá, a agremiação traz os detalhes de como se originou a pendência de uma parcela pela aquisição de Deyverson e afirma que o time mato-grossense está cobrando valores indevidos.





