Quatro nomes que marcaram gerações no esporte brasileiro passaram a integrar, nesta semana, o Hall da Fama do Comitê Olímpico do Brasil (COB).
Em cerimônia realizada no Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, Daiane dos Santos, Edinanci Silva, Gustavo Kuerten e Afrânio da Costa (in memoriam) foram oficialmente reconhecidos por suas trajetórias olímpicas e como parte do tributo, os atletas deixaram moldes de suas mãos que farão parte de uma futura exposição permanente no Centro de Treinamento da entidade.
A homenagem póstuma a Afrânio da Costa abriu a noite, visto que o atleta do tiro esportivo, conquistou a primeira medalha olímpica do Brasil nos Jogos de Antuérpia, em 1920. A placa comemorativa foi recebida por sua sobrinha-neta, Cristina Ferraz, que subiu ao palco ao lado de Jackie Silva, campeã olímpica em Atlanta 1996 e também integrante do Hall da Fama.
“Tenho certeza que se ele pudesse estar aqui pessoalmente, ele diria uma coisa que eu ouvi muito ele dizer: todas as conquistas, medalhas, troféus, tudo que ele realizou na sua trajetória como atleta olímpico, ele dedica ao Fluminense Football Clube”, disse Cristina.
Logo depois, o reconhecimento foi para Edinanci Silva, judoca que representou o Brasil em quatro edições consecutivas dos Jogos Olímpicos: entre Atlanta 1996 e Pequim 2008. A entrega da homenagem contou com a participação de Bia Souza, atual campeã olímpica da modalidade nos Jogos de Paris 2024, convidada para subir ao palco.
“É uma felicidade enorme estar aqui, porque é muita luta, muita entrega para a gente chegar numa competição de quatro em quatro anos, entrar no tatame e fazer quatro minutos de luta, muitas vezes vira apenas 30 segundos, às vezes 15 segundos. Foi muita batalha e eu só tenho a agradecer: ao COB por acreditar todas as vezes que eu estive lá representando o país, a CBJ também, que acreditou no meu sonho, e a todos os técnicos que participaram da minha carreira, em especial a tia Rose (Rosicleia Campos) que está aqui”, celebrou Edinanci.
Na sequência, Gustavo Kuerten, tenista dono de três títulos em Roland Garros e que competiu nos Jogos de Sydney 2000 e Atenas 2004, foi reverenciado. Com 28 conquistas no circuito profissional, Guga teve sua história lembrada por Robert Scheidt, bicampeão olímpico da vela.
“O tempo vai passando, a gente vive esses momentos e a pergunta continua ‘como é que pode aquele menino magrelo e desengonçado ter feito isso’ (risos)”, brincou o ex-número 1 do mundo.
Fechando a lista de homenagens, Daiane dos Santos teve seu legado na ginástica artística reconhecido, sendo que a atleta participou de três edições olímpicas e é autora de dois elementos oficiais que levam seu nome no código da Federação Internacional de Ginástica: o Dos Santos I (duplo twist carpado) e o Dos Santos II (duplo twist esticado). A leitura da homenagem ficou a cargo da colega Jade Barbosa, também medalhista olímpica.
“Eu me sinto lisonjeada por estar aqui hoje representando a ginástica, o esporte brasileiro nessa constelação de grandiosos atletas que me inspiram, que admiro, respeito, não só pelos feitos esportivos, mas pelo exemplo que são fora das arenas esportivas também”, finalizou Daiane.






