A situação financeira do Lyon, clube francês que faz parte do grupo Eagle Football, voltou a chamar atenção nesta semana após o clube entrar oficialmente na transfer ban (lista de sanções da Fifa que impede a inscrição de novos atletas), segundo informações do L’Équipe. A decisão, que coloca um freio nas contratações do time por um período que abrange três janelas de transferências, é consequência de pendências financeiras que não foram resolvidas no prazo estipulado pelas normas da entidade.
O valor envolvido é relativamente baixo para os padrões do futebol europeu: cerca de € 2 mil (R$ 13 mil), referente a repasses ligados a negociações anteriores de jogadores – mesmo assim, o atraso no cumprimento do pagamento acabou levando à penalização. A notificação foi enviada em abril, com um prazo de 45 dias para quitação, porém, como a quantia só foi regularizada após o vencimento, a sanção foi mantida.
“Estamos revisando certos procedimentos internos nas últimas semanas, e essa questão foi um deles”, afirmou uma fonte do Lyon ao jornal francês.
Enquanto a punição estiver ativa, a equipe fica impedida de inscrever novos reforços tanto em competições domésticas quanto em torneios internacionais, visto que a limitação acontece num momento em que os franceses tentam reorganizar suas finanças, passando por uma fase de reestruturação sob a liderança de John Textor, que também controla a SAF do Botafogo.
Para liberar o caminho das contratações, o Lyon precisará comprovar que possui condições de honrar seus compromissos financeiros. A DNCG, órgão francês responsável pelo controle financeiro dos clubes, exige garantias sólidas e já deixou claro que receitas futuras, como direitos de transmissão adiantados ou promessas de venda de atletas, não serão aceitas nesse processo, sendo que a situação da instituição será avaliada em audiência marcada para 24 de junho.
Como estratégia para reduzir o passivo, o Lyon prepara uma janela de vendas de jogadores entre os dias 1º e 10 de junho, período voltado ao mercado de transferências direcionado ao Mundial de Clubes da Fifa. John Textor, por sua vez, tratou o cenário com serenidade em sua fala ao jornal francês, sinalizando confiança na condução do processo e na superação das exigências impostas pelas autoridades esportivas.
“Apreciamos o diálogo e estamos plenamente cientes das expectativas da DNCG. Estamos ansiosos por uma temporada 2025-2026 de sucesso“, concluiu o empresário norte-americano.
