O Santos decidiu que a sua nova arena será construída no terreno onde hoje está a Vila Belmiro. Mesmo diante de ponderações por parte de conselheiros, a decisão foi confirmada em uma reunião extraordinária do Conselho Deliberativo, que contou com a presença da WTorre e de representantes da Prefeitura da cidade, com a proposta prevendo a demolição do estádio atual para dar lugar a uma estrutura moderna, sem que o clube precise abrir mão de seu espaço histórico.
Com a assinatura de um novo memorando de entendimento, as tratativas com a construtora ganharam forma. A empresa esteve presente no encontro ao lado de autoridades municipais, reforçando a articulação conjunta para viabilizar o projeto e, segundo os envolvidos, a expectativa é de que o processo siga com respaldo institucional até a formalização do contrato definitivo.
Antes de firmar essa posição, a diretoria estudou outros caminhos em cidades vizinhas como Cubatão e Praia Grande, além de terrenos alternativos em Santos, mas as análises apontaram custos mais altos, demandas de desapropriação e entraves legais e logísticos nos demais locais. Já o projeto desenhado para a nova Vila Belmiro está pronto, o que torna o processo mais ágil e viável.
“Se questiona: mas por que não fazer um estádio para 50 mil pessoas? É possível fazer? Pode até acontecer. Em outro espaço, em São Paulo… Só que hoje, concretamente, não existe essa possibilidade. Qual a possibilidade que existe? É fazer uma adequação da Vila Belmiro”, disse o presidente Marcelo Teixeira após a reunião do Conselho.
Ainda que não tenha detalhado a dimensão das divergências internas, Fernando Akaoui, presidente do Conselho Deliberativo, reiterou que o modelo apresentado prevê a derrubada da estrutura atual. Em sua fala, ele também destacou que houve tentativas de avaliar a transferência da arena para outros locais, mas os obstáculos inviabilizaram a ideia.
“O presidente Marcelo esclareceu que, durante as negociações e também até em reuniões com a prefeitura para a apresentação do projeto, surgiram questões sobre levar a arena para outro local. Mas essas conversas não avançaram, porque o que é factível para o Santos nesta atualidade é a utilização do seu próprio terreno na Vila Belmiro”, disse.
O clube estabeleceu um período de 120 dias para iniciar a comercialização de cadeiras cativas e camarotes, com o objetivo de levantar recursos para a obra, visto que durante esse intervalo, seguirão em andamento processos administrativos e jurídicos junto à prefeitura e outras instituições públicas. A previsão é que, dentro desse prazo, o Peixe e a WTorre oficializem o contrato definitivo da parceria.
Ainda não há divulgação oficial sobre o calendário total de obras ou sobre o valor que será necessário para tirar a nova arena do papel. Mesmo assim, informações do ge indicam que o novo estádio terá capacidade para 30.108 torcedores, com área construída de 71 mil metros quadrados, com o tempo estimado entre a demolição da Vila Belmiro e a entrega da nova estrutura em três anos, com custo projetado em R$ 700 milhões.






