Vestindo seu tradicional terno estampado, o técnico Segundo Castillo acabou no centro de uma polêmica fora das quatro linhas. A Conmebol aplicou uma multa de US$ 50 mil (cerca de R$ 280 mil) ao comandante do Barcelona de Guayaquil por infringir as normas comerciais da Libertadores 2025, visto que a sanção se baseia no artigo 6.3.3 do Manual de Clubes, que impede a exibição de marcas sem vínculo oficial com a entidade em locais de visibilidade comercial, como áreas próximas ao gramado.
O episódio ocorreu durante a partida contra o River Plate, no dia 8 de maio, válida pela quarta rodada da fase de grupos. Castillo utilizava, por cima do terno com estampa de pele de onça, um broche de uma casa lotérica, cuja marca não possuía autorização da Conmebol para estar presente naquele espaço, caracterizando uma prática conhecida como marketing de emboscada — termo usado para descrever ações de promoção feitas por empresas ou pessoas que tentam associar suas marcas a um torneio sem a devida permissão, burlando o sistema de patrocínios oficiais e podendo gerar punições ao clube envolvido.
O clube equatoriano também recebeu uma penalidade financeira de US$ 10 mil (em torno de R$ 55 mil) por conta de falhas na manutenção do campo de jogo. Além disso, a entidade emitiu duas advertências relacionadas à infraestrutura oferecida no estádio, uma pela ausência de internet adequada e outra por problemas na organização da entrevista coletiva pós-jogo.
A participação do Barcelona na atual edição da Libertadores chegou ao fim com a última colocação do grupo B, o que elimina a equipe de qualquer disputa internacional sob chancela da Conmebol ainda neste ano.
Apesar da penalidade já aplicada, Castillo foi alertado de que novas infrações poderão resultar em medidas mais severas. O artigo 27 do Código Disciplinar prevê punições entre US$ 100 mil e US$ 150 mil em casos de reincidência, o que coloca o treinador em situação de atenção redobrada nas próximas competições.





