Indústria

Impulsionados pelo surfe, esportes aquáticos ganham espaço no cenário nacional

A presença marcante de atletas brasileiros em grandes torneio também tem sido fundamental para a popularização das modalidades

Foto: Matt Dunbar/WSL via Getty Images

02 de junho de 2025

3 minutos de Leitura

Entre os dias 21 e 29 de junho, a cidade de Saquarema, no Rio de Janeiro, receberá a nona etapa do Circuito Mundial de Surfe 2025. Na última vez em que a competição passou pela “Capital Nacional do Surfe”, em 2024, atraiu cerca de 350 mil fãs e movimentou R$159 milhões, segundo relatório da EY.

Atualmente, mais de 45 milhões de brasileiros se declaram fãs da modalidade, de acordo com dados do IBOPE Repucom. Esse crescimento é, em grande parte, impulsionado pela participação do surfe nas Olimpíadas de Tóquio (2021) e Paris (2024), com destaque para a atuação da equipe brasileira.

A presença marcante de atletas nacionais também tem sido fundamental para a popularização do esporte. A chamada Brazilian Storm, que reúne nomes de peso como Gabriel Medina, Ítalo Ferreira, Tatiana Weston-Webb, Luana Silva, entre outros, proporciona ao público ídolos com os quais se identificam, estimulando a prática esportiva.

Esse movimento também tem se refletido em outras modalidades aquáticas, como a vela, com as bicampeãs olímpicas Martine Grael e Kahena Kunze, assim como a canoagem, representada pelo campeão olímpico Isaquias Queiroz e por Ana Sátila.

Como resultado desse interesse cada vez maior por esportes aquáticos, mais pessoas têm buscado praticá-los, ainda que de forma recreativa. Além das modalidades olímpicas, o stand up paddle também tem ganhado maior destaque. A prática consiste em se locomover sobre uma prancha, em pé, utilizando um remo, seja no mar ou em águas interiores como rios e lagos.

No município de Mangaratiba, na região de Itaguaí (RJ), o Circuito Stand Up Paddle promove aulas gratuitas da modalidade.

“O projeto não só incentiva a atividade física e contribui significativamente para a melhoria da saúde e do bem-estar dos participantes. Neste caso, o stand up paddle tem sido uma ferramenta de transformação social, promovendo inclusão e crescimento pessoal”, destacou Rogério Romano, coordenador da iniciativa.

Projetos como esse só se tornam viáveis graças à Lei de Incentivo ao Esporte (LIE), do Governo Federal. A legislação permite que recursos provenientes de renúncias fiscais sejam destinados a iniciativas esportivas e paradesportivas em todo o país. As doações podem ser feitas tanto por pessoas físicas quanto por empresas que, nesse caso, atuam como patrocinadoras ao preencher a declaração do imposto de renda.

“A Lei de Incentivo ao Esporte oferece uma oportunidade única para que empresas invistam no desenvolvimento do esporte brasileiro, contribuindo diretamente para a ampliação de projetos e o aumento da prática esportiva no país”, afirmou Vanessa Pires, CEO da Brada, empresa que conecta organizações e investidores.

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