O esporte brasileiro celebra mais uma conquista nesta semana. O Rio de Janeiro foi escolhido para sediar o Mundial de Tênis de Mesa de 2029, um feito inédito, já que pela primeira vez o Brasil vai receber a competição. A cidade havia se candidato para a edição de 2027, sendo derrotada na disputa.
O tênis de mesa está em alta no Brasil, desde a campanha de Hugo Calderano nos Jogos Olímpicos de Paris em 2024. Recentemente, o mesa-tenista foi campeão do Copa do Mundo de Tênis de Mesa, disputada no Macau, e na última semana, foi vice-campeão do Mundial de Tênis de Mesa, em Doha – primeira atleta fora da Europa e Ásia a disputar a final do torneio. Em 2029, o atual número 3 do mundo terá 32 anos.
No entanto, o crescimento do esporte vai muito além do desempenho esportivo de Calderano. Diversas entidades e o Governo Federal participam de um trabalho importante contribuindo para o desenvolvimento da modalidade ao longo dos anos.
Entre os incentivos está a Lei 13.756, também conhecida como Lei das Loterias, destinada a repassar cerca de 1,7% do valor apostado nas loterias federais ao Comitê Olímpico do Brasil (COB), responsável por realizar o repasse às confederações de diversos esportes.
No ciclo olímpico de Paris, que teve um período mais curto já que os Jogos Olímpicos de Tóquio foram disputados em 2021, o Tênis de Mesa recebeu cerca de R$17 milhões entre 2022 e 2024. Para 2025, o primeiro do ciclo para Los Angeles-28, o repasse foi de pouco mais de R$ 7 milhões.
“O crescente investimento no tênis de mesa reflete no destaque deste esporte e na qualificação dos atletas em busca de resultados cada vez mais relevantes mundialmente. A escolha de sede passa muito por isso, sendo uma recompensa do trabalho feito pelo país”, disse Paulo Maciel, presidente do Comitê Brasileiro de Clubes, entidade que é parceira da Confederação Brasileira de Tênis de Mesa (CBTM).
Um espaço adequado e um piso de qualidade também são outros fatores fundamentais, como destaca Victor Schildt, vice-presidente da Recoma, empresa brasileira especializada em infraestrutura esportiva e que atua há 45 anos no mercado.
“Uma infraestrutura adequada e de nível internacional potencializa a descoberta de talentos, assim como o desenvolvimento da performance de cada um e também ajuda na prevenção de lesões e na longevidade esportiva desses atletas. Acredito que o Brasil está desempenhando um papel fundamental na promoção deste esporte e ajudando a garantir aos atletas as melhores condições para treinamento e competição”, comentou Schildt, da Recoma, companhia que, no Brasil, utiliza os mesmos pisos que são certificados pela International Table Tennis Federation (ITTF) e que estiveram nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Paris 2024.





