A Fórmula 1 deverá contar em breve com um país africano em seu calendário. Além de Ruanda e da África do Sul, que já oficializaram suas candidaturas para sediar etapa da categoria, o Marrocos apresentou um ambicioso projeto avaliado em US$ 1,2 bilhão.
De acordo com informação do RacingNews365, site especializado em automobilismo, o plano prevê a construção de um circuito com certificação Grau 1 da FIA, apto a receber não apenas a principal competição do esporte a motor, mas também o Mundial de Endurance (WEC) e a MotoGP.
O complexo será instalado a 20 quilômetros ao sul de Tânger e incluirá parque temático, shopping center, hotéis e marina, com a expectativa de gerar cerca de 10 mil empregos.
Até então, já foram garantidos US$ 800 milhões em investimentos privados e a continuidade do projeto depende agora da aprovação em nível governamental. Segundo Eric Boullier, ex-chefe das equipes McLaren e Lotus, a proposta é similar à de Abu Dhabi.
“É um projeto bastante grande, um mini-Abu Dhabi, se posso dizer. Criaremos um ecossistema completamente independente, voltado para o turismo”, disse Boullier.
Em comparação com os projetos de Ruanda e África do Sul, o Marrocos apresenta uma vantagem. No caso, a etapa apresentaria uma logística mais favorável, com um possível deslocamento da Europa para Tânger sendo menos problemático, facilitando a estruturação do paddock das equipes.
Embora ajustes ainda devam ser realizados com auxílio de um arquiteto especializado para atender às especificações da FIA, o traçado do circuito já está conceitualmente definido.
Até o momento, tudo depende da aprovação do alto escalão do governo marroquino. Caso receba o sinal verde das autoridades, Boullier projeta que a construção do autódromo e as demais estruturas sejam concluídas em até três anos.
O retorno à África é um desejo antigo da atual gestão da principal categoria automobilismo, que vem especulando destinos há alguns anos. Antes do projeto do Marrocos e de Ruanda se aproximar de um acordo, a África do Sul já foi favorita.
Além destes, o Quênia também foi outro país africano que chegou a se aproximar da F1, mas as negociações não foram adiante.
