Indústria

Marrocos divulga projeto ambicioso e entra na disputa por vaga no calendário da F1

Além de Ruanda e da África do Sul, o país do norte da África apresentou plano avaliado em US$ 1,2 bilhão para sediar etapa da categoria

Foto: Reprodução

02 de junho de 2025

2 minutos de Leitura

A Fórmula 1 deverá contar em breve com um país africano em seu calendário. Além de Ruanda e da África do Sul, que já oficializaram suas candidaturas para sediar etapa da categoria, o Marrocos apresentou um ambicioso projeto avaliado em US$ 1,2 bilhão.

De acordo com informação do RacingNews365, site especializado em automobilismo, o plano prevê a construção de um circuito com certificação Grau 1 da FIA, apto a receber não apenas a principal competição do esporte a motor, mas também o Mundial de Endurance (WEC) e a MotoGP.

O complexo será instalado a 20 quilômetros ao sul de Tânger e incluirá parque temático, shopping center, hotéis e marina, com a expectativa de gerar cerca de 10 mil empregos.

Até então, já foram garantidos US$ 800 milhões em investimentos privados e a continuidade do projeto depende agora da aprovação em nível governamental. Segundo Eric Boullier, ex-chefe das equipes McLaren e Lotus, a proposta é similar à de Abu Dhabi.

“É um projeto bastante grande, um mini-Abu Dhabi, se posso dizer. Criaremos um ecossistema completamente independente, voltado para o turismo”, disse Boullier.

Em comparação com os projetos de Ruanda e África do Sul, o Marrocos apresenta uma vantagem. No caso, a etapa apresentaria uma logística mais favorável, com um possível deslocamento da Europa para Tânger sendo menos problemático, facilitando a estruturação do paddock das equipes.

Embora ajustes ainda devam ser realizados com auxílio de um arquiteto especializado para atender às especificações da FIA, o traçado do circuito já está conceitualmente definido.

Até o momento, tudo depende da aprovação do alto escalão do governo marroquino. Caso receba o sinal verde das autoridades, Boullier projeta que a construção do autódromo e as demais estruturas sejam concluídas em até três anos.

O retorno à África é um desejo antigo da atual gestão da principal categoria automobilismo, que vem especulando destinos há alguns anos. Antes do projeto do Marrocos e de Ruanda se aproximar de um acordo, a África do Sul já foi favorita. 

Além destes, o Quênia também foi outro país africano que chegou a se aproximar da F1, mas as negociações não foram adiante.

Tags: f1
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