Aposta Esportiva

MP do DF denuncia Bruno Henrique por fraude esportiva e estelionato

Além do caso do cartão, Ministério Público apura possível envolvimento do atacante do Flamengo com apostas em corridas de cavalos

Foto: Thiago Ribeiro/AGIF

12 de junho de 2025

3 minutos de Leitura

O Ministério Público do Distrito Federal apresentou uma denúncia contra Bruno Henrique por suspeita de envolvimento em práticas de fraude esportiva e estelionato. Além do jogador do Flamengo, o processo atinge pessoas do seu círculo familiar: o irmão Wander Júnior, a cunhada Ludymilla Araújo, a prima Poliana Nunes e mais quatro amigos próximos também foram incluídos no indiciamento.

Mensagens trocadas entre o atleta e alguns dos envolvidos, assim como registros oficiais da partida entre Flamengo e Santos pelo Campeonato Brasileiro de 2023, serviram de base para a denúncia, conforme informações divulgadas pelo portal Leo Dias.

A investigação foi conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), ligado ao MP-DF, que detalhou como o atacante teria favorecido familiares e amigos ao ser advertido com um cartão amarelo durante o confronto, com o documento apresentando uma reconstrução da dinâmica entre os investigados e as possíveis vantagens obtidas com o episódio.

A denúncia foi encaminhada ao Poder Judiciário, que será responsável por decidir se acolhe ou não o pedido do Ministério Público para que o processo tenha prosseguimento.

Investigação adicional sobre apostas em cavalos

Além da denúncia por fraude esportiva e estelionato, o MPDFT solicitou que sejam aprofundadas as apurações em torno de outro possível esquema, desta vez relacionado a apostas em corridas de cavalos. Conversas obtidas durante a investigação revelam diálogos entre Bruno Henrique e o irmão, Wander Júnior, nos quais são mencionadas movimentações bancárias suspeitas.

Em uma dessas trocas de mensagens, o jogador orienta o irmão a não usar a própria conta para realizar transferências, alegando que os nomes semelhantes poderiam gerar confusão, sendo que os registros mostram que, para participar do suposto esquema, seria necessário reunir R$ 10 mil a cada fim de semana.

“Não é nada disso, não (aposta em cartão ou vitória de alguma equipe). Parada de cavalo”, disse o atleta do Flamengo, ao ser questionado sobre o tipo de aposta mencionada nas conversas.

De acordo com o Ministério Público, o conteúdo dessas mensagens levanta indícios de outra prática ilícita que precisa ser melhor esclarecida. Por isso, o órgão solicitou a realização de diligências preliminares com o objetivo de identificar elementos que possam sustentar a abertura de uma nova investigação específica.

Caso surjam provas consistentes, um inquérito policial será instaurado em processo separado do que trata da advertência recebida no jogo entre Flamengo e Santos, realizado em Brasília durante o Brasileirão de 2023.

Enquanto os caso seguem em andamento, Bruno Henrique permanece com a delegação do Rubro-Negro, que viajou aos Estados Unidos para a disputa da primeira edição da Copa do Mundo de Clubes.

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