Apesar de dois meses seguidos no vermelho, o Palmeiras ainda apresenta resultado positivo no acumulado de 2025. De acordo com os balancetes divulgados após análise do Conselho de Orientação e Fiscalização (COF), o clube fechou março e abril com déficit combinado de R$ 74,8 milhões. Ainda assim, o desempenho geral de janeiro a abril aponta superávit de R$ 81 milhões, número que contrasta com a previsão orçamentária que estimava um prejuízo de R$ 33 milhões para esse mesmo período.
Em março, o Alviverde registrou um déficit de R$ 49,6 milhões. A receita do mês até superou o que havia sido projetado, alcançando R$ 54,4 milhões contra os R$ 45,8 milhões que estavam previstos, mas os gastos também ultrapassaram o planejado, somando R$ 92 milhões frente aos R$ 71,9 milhões calculados inicialmente no orçamento.
O cenário de abril seguiu uma linha parecida, visto que o desequilíbrio financeiro no mês foi de R$ 28,1 milhões, superando a expectativa de um prejuízo menor, que girava em torno de R$ 17,7 milhões. Novamente, pesaram nos cofres alviverdes despesas relacionadas a pessoal, encargos sociais, amortizações ligadas a direitos econômicos de atletas e perdas com transferências.
Mesmo com os resultados negativos dos últimos dois meses, o desempenho expressivo de janeiro, com superávit de R$ 196 milhões, e uma retração mais moderada em fevereiro, com déficit de R$ 36,4 milhões, mantêm o Verdão em saldo positivo no acumulado.
Vale lembrar que esses números representam a movimentação contábil registrada nos balancetes, ou seja, não se referem diretamente ao dinheiro em caixa, mas ao desempenho financeiro no papel durante o período analisado. Para o ano, a estimativa segue otimista: o Palmeiras projeta arrecadar novamente acima de R$ 1 bilhão (faturamento recorde em 2024), com uma expectativa de superávit de R$ 12 milhões ao fim de 2025.
Até abril, a maior parte da receita obtida pelo clube veio da venda de jogadores, que rendeu R$ 270 milhões, sendo que as receitas com publicidade e patrocínio somaram R$ 62,2 milhões, enquanto os valores obtidos com direitos de transmissão chegaram a R$ 44,9 milhões.
A arrecadação com sócios, por meio da contribuição associativa, somou R$ 25,8 milhões, e o programa Avanti representou mais R$ 23,8 milhões no caixa. Entradas diversas ligadas ao estádio Allianz Parque contribuíram com R$ 19,6 milhões, seguidas de R$ 19,1 milhões vindos da bilheteria, com as receitas com licenciamentos e franquias da marca atingindo R$ 14,8 milhões.





