Indústria

Rebaixamento do Lyon pressiona finanças do Botafogo

Caixa único da holding Eagle Football pode exigir vendas no Glorioso

Foto: Getty Images

25 de junho de 2025

2 minutos de Leitura

A Direção Nacional de Controle e Gestão (DNCG) decidiu rebaixar o Lyon à Ligue 2 por causa do desequilíbrio das contas do clube. A diretoria classificou o veredito como “incompreensível” e vai recorrer, mas, se a queda se confirmar, o Botafogo, ligado à mesma holding, sentirá o efeito.

A Eagle Football, que no primeiro semestre da temporada 2024/25 registrou prejuízo líquido de € 117 milhões (R$ 723 milhões), funciona com um caixa único no qual toda entrada de dinheiro pode ser redirecionada a qualquer integrante da rede. Foi nesse contexto que, em novembro de 2024, John Textor afirmou que o time brasileiro teria de reforçar a equipe francesa e que a venda de jogadores internos seria usada para evitar sanções na França.

Na véspera da punição, o Crystal Palace comunicou a venda da fatia que estava com a Eagle ao empresário Woody Johnson, dono do New York Jets, sendo que o acordo foi motivado pela necessidade de capital para reforçar o fluxo financeiro do Lyon e barrar o rebaixamento.

Com a queda, perde força a promessa de uma vitrine francesa usada por Textor para atrair nomes como Thiago Almada e Luiz Henrique, repassado ao Zenit antes de seguir para a França. Sem receitas da elite, cotas de TV robustas e premiações europeias, a capacidade de geração de caixa da holding se estreita.

O cenário aumenta a responsabilidade dos demais clubes do grupo e torna o Botafogo, em bom momento esportivo, o ativo mais valioso da Eagle. Isso pode acelerar a venda de atletas, enquanto os botafoguenses observam de perto o recurso do Lyon e esperam ver o time francês de volta à primeira divisão.

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