A poucos dias da estreia contra o Benfica na segunda-feira (16), o Boca Juniors confirmou que não poderá contar com Ayrton Costa na disputa da Copa do Mundo de Clubes. O zagueiro não obteve autorização para entrar nos Estados Unidos, sede da competição, após ter o visto negado pelas autoridades consulares, visto que o atleta responde em liberdade condicional por envolvimento em um caso de roubo, o que foi determinante para o veto à sua entrada no país.
A primeira tentativa de entrada nos EUA foi barrada ainda em 2024 e, nos meses seguintes, uma nova solicitação também acabou rejeitada. O clube argentino, ciente das dificuldades, buscou apoio institucional para reverter a situação, incluindo contato com a Fifa, mas os esforços não surtiram efeito.
Além de esgotar todas as vias legais, o Boca tentou viabilizar um visto de trabalho provisório, sem sucesso. Uma última tentativa foi feita nesta quinta-feira (12), com uma nova entrevista na embaixada norte-americana, que manteve a decisão de não liberar a entrada do jogador.
Entenda o caso
A restrição imposta ao defensor tem origem em um episódio de 2018, quando Ayrton Costa ainda era atleta da base do Independiente. Naquele ano, ele foi detido junto do irmão e de outro homem por suposto envolvimento em um assalto a uma casa em Bernal Oeste, na província de Buenos Aires, com o caso sendo classificado como roubo qualificado praticado em grupo e em local habitado.
Na época, o zagueiro optou por um acordo judicial que evitou o julgamento, mas a condenação alternativa gerou antecedentes que passaram a pesar em seu histórico migratório, sendo que em 2023, o jogador já havia enfrentado dificuldades ao tentar acompanhar o Independiente em uma excursão aos Estados Unidos, que acabou sendo cancelada.
Sem conseguir a liberação, Costa está oficialmente fora da delegação que disputará a edição inaugural do Copa do Mundo de Clubes com novo formato, reunindo 32 times e com previsão de acontecer a cada quatro anos. A Fifa ainda avalia expandir o torneio para 48 participantes a partir de 2029, o que ampliaria a presença de clubes ao redor do mundo.






