O Fluminense terá pela frente um adversário com forte poderio financeiro nas quartas de final do Mundial de Clubes da FIFA: o Al-Hilal, clube símbolo da nova fase bilionária do futebol saudita. Mais do que um time de futebol, o Al-Hilal é um dos pilares do ambicioso projeto geopolítico da Arábia Saudita, que busca ampliar sua influência global por meio do esporte.
Em junho de 2023, o Al-Hilal foi um dos quatro clubes oficialmente incorporados pelo Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita (PIF), ao lado de Al-Nassr, Al-Ahli e Al-Ittihad. Essa movimentação faz parte do “Projeto de Investimento e Privatização de Clubes Esportivos”, liderado pelo governo saudita, que transformou essas equipes em sociedades anônimas, com o PIF detendo 75% das ações, enquanto os 25% restantes permanecem vinculados a entidades governamentais locais.
Apesar do termo “privatização”, o processo configura, na prática, uma estatização estratégica, com pesado investimento estatal através de empresas públicas. O PIF, que controla atualmente mais de US$ 1 trilhão (cerca de R$ 5,4 trilhões) em ativos, é liderado diretamente pelo príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, a principal figura por trás da transformação da Saudi Pro League em uma vitrine global do futebol.
Embora o príncipe Mohammed bin Salman seja o controlador do fundo, ele não se envolve na gestão diária dos clubes. A presidência e o comando executivo do Al-Hilal estão sob responsabilidade de Fahad bin Saad bin Nafel, que ocupa o cargo desde 2019 e tem mandato até 2027.
Além do Al-Hilal, o PIF controla outros três gigantes da Saudi Pro League: Al-Nassr, Al-Ahli e Al-Ittihad. Já outros clubes foram transferidos para órgãos públicos como a Aramco, Neom, Diriyah Gate e a Comissão Real de Al-Ula, consolidando a elite do futebol saudita como um braço do Estado.





