A possibilidade de criação de uma nova divisão no Campeonato Brasileiro segue em análise. Em reunião realizada nesta semana na sede da CBF, no Rio de Janeiro, com dirigentes dos clubes que disputam a Série D, a entidade decidiu adiar a definição sobre o projeto da Série E e, para avançar na discussão, montará um grupo de estudo exclusivo que ficará responsável por avaliar a proposta de forma mais aprofundada.
Durante o encontro, foram colocadas em pauta duas alternativas principais: a criação de uma 5ª divisão com 64 times ou a ampliação da estrutura atual da Série D. Diante do impacto que qualquer mudança pode gerar no sistema de acesso do futebol nacional, a entidade entendeu que é necessário realizar um exame mais técnico antes de tomar uma decisão definitiva sobre o formato das competições de base.
A proposta da nova divisão, caso avance, entraria em vigor apenas a partir de 2028 e provocaria alterações significativas no cenário atual, como a redução do número de equipes na Série D de 64 para 20 participantes. Detalhes como critérios de acesso ou de rebaixamento, bem como a adaptação do calendário, ainda não foram definidos e seguem em aberto.
O estudo que será realizado tem como foco avaliar a viabilidade da implantação da Série E, considerando impactos financeiros, logísticos e estruturais. A partir dos resultados desse levantamento, a CBF decidirá se promove ou não uma reformulação nas divisões inferiores do futebol brasileiro.
Enquanto a discussão sobre a criação da Série E avança, o presidente da entidade, Samir Xaud, é alvo de investigação da Polícia Federal. O dirigente é suspeito de envolvimento em esquema de compra de votos nas eleições municipais de 2024 em Roraima e figura entre os investigados por possível crime eleitoral.





