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Copa América Feminina escancara desigualdade salarial entre jogadoras

Enquanto craques internacionais faturam milhões, jogadoras brasileiras ainda enfrentam baixos salários e pouca valorização, mesmo em competições de alto nível

Foto: Jason Mowry/Getty Images

23 de julho de 2025

3 minutos de Leitura

A Copa América Feminina, que está acontecendo no Equador, está a todo vapor, com a Seleção Brasileira liderando o grupo B com 9 pontos e 100% de aproveitamento sob o comando do técnico Arthur Elias. Em meio ao clima competitivo, o MKT Esportivo destaca a disparidade salarial entre as jogadoras participantes, revelando um cenário de desigualdade financeira expressiva no futebol feminino.

As atletas mais bem pagas da competição são:

  1. Mayra Ramírez (Colômbia – Chelsea): 425 mil euros (R$ 2,34 milhões) por ano
  2. Marta (Brasil – Orlando Pride): 386 mil euros (R$ 2,12 milhões) por ano
  3. Linda Caicedo (Colômbia – Real Madrid): 360 mil euros (R$ 1,98 milhão) por ano

Esses valores destacam as jogadoras que recebem os maiores salários no torneio, em contraste com muitas outras atletas que atuam em clubes menos valorizados financeiramente.

No Brasil, por exemplo, Marta é a atleta mais bem remunerada da seleção, mas sua renda ainda é modesta se comparada a outras jogadoras globais. Confira a seguir uma amostra dos salários mensais de algumas jogadoras brasileiras que atuam em clubes nacionais e internacionais:

  • Lorena (Grêmio) – R$ 30 mil
  • Thais (Tenerife, ESP) – R$ 22 mil
  • Lauren (Kansas City, EUA) – R$ 30 mil
  • Yasmin (Corinthians) – R$ 25 mil
  • Angelina (Olympique Lyonnais, FRA) – R$ 40 mil
  • Ana Vitória (Atlético de Madrid, ESP) – R$ 28 mil
  • Marta (Orlando Pride, EUA) – R$ 150 mil
  • Gabi Nunes (Levante, ESP) – R$ 35 mil
  • Priscila (Internacional) – R$ 25 mil
  • Tarciane (Houston Dash, EUA) – R$ 30 mil
  • Duda Sampaio (Corinthians) – R$ 35 mil
  • Karolin (North Carolina, EUA) – R$ 60 mil
  • Jheniffer (Corinthians) – R$ 25 mil
  • Ludmila (Atlético de Madrid, ESP) – R$ 70 mil
  • Gabi Portilho (Corinthians) – R$ 32 mil
  • Vitória Yayá (Corinthians) – R$ 45 mil
  • Adriana (Orlando Pride, EUA) – R$ 50 mil

Esses números deixam clara a disparidade salarial entre as atletas que jogam no Brasil e aquelas que atuam no exterior.

Além disso, ao analisar as jogadoras femininas mais bem pagas do mundo, a disparidade fica ainda mais evidente, especialmente quando se considera o valor dos contratos comerciais fora dos campos:

  • Alex Morgan: US$ 7,1 milhões – R$ 36,21 milhões
  • Megan Rapinoe: US$ 7 milhões -R$ 35,7 milhões
  • Alexia Putellas: US$ 4 milhões – R$ 20,4 milhões
  • Trinity Rodman: US$ 2,3 milhões -R$ 11,73 milhões
  • Crystal Dunn: US$ 2 milhões – R$ 10,2 milhões
  • Julie Ertz: US$ 2 milhões – R$ 10,2 milhões
  • Sophia Smith: US$ 2 milhões-R$ 10,2 milhões

Essa realidade evidencia a disparidade entre atletas que atuam no Brasil e aquelas que jogam em grandes ligas internacionais, onde os contratos e as oportunidades comerciais são muito mais vantajosos.

A Copa América Feminina segue como uma vitrine para o futebol feminino, mas os números mostram que ainda há um longo caminho a percorrer para que as atletas tenham reconhecimento e remuneração justos em todo o mundo.

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