O Corinthians está estudando encerrar o contrato com a Soccer Hospitality, empresa responsável pela administração do Fielzone, o camarote na Neo Química Arena, por conta de problemas no sistema de biometria facial.
O desagrado do clube com a empresa surgiu após o jogo entre Corinthians e Red Bull Bragantino, o primeiro no estádio atendendo à nova regulamentação da Lei Geral do Esporte, que determina a utilização de biometria facial em arenas com capacidade superior a 20 mil pessoas.
Na partida, a taxa de problemas com a tecnologia foi inferior a 0,5%, mas, segundo o UOL, cerca de 0,2%, metade da porcentagem de erro, ocorreu na entrada do Fielzone. O site também afirma que as catracas do camarote são diferentes das utilizadas pelo próprio clube nas outras entradas.
O CEO da Soccer Hospitality, Leonardo Rizzo, se posicionou contra a implementação da biometria facial em sua rede social após as falhas.
“Alguém precisa tirar esse decreto. Reconhecimento facial no papel é perfeito. Na prática, dá problema em todos os estádios. ‘Ok’ para evitar o cambismo, mas não funciona. Hoje estamos enfrentando problemas novamente pelo Brasil. Não temos tecnologia para isso. USA (EUA), a Meca do entretenimento, não existe isso”, disse Leonardo Rizzo.
O Fielzone já teve uma dívida milionária com o clube, que se iniciou em 2023 e seguiu até o início da gestão de Augusto Melo. A dívida foi negociada e a empresa começou a pagá-la de forma parcelada.





