O governo do Reino Unido confirmou a criação de um órgão regulador independente para as cinco principais categorias do futebol masculino inglês, através da sanção que efetivou a Lei de Governança do Futebol.
O órgão terá autoridade sobre os clubes e seus proprietários da Inglaterra e do País de Gales, funcionando como uma agência reguladora das atividades econômicas do futebol.
O Independent Football Regulator (IFR) atuará no controle financeiro dos clubes, nas discussões sobre a distribuição de receitas e direitos de transmissão da Premier League e no futebol inglês como um todo, além de garantir a participação ativa de torcedores em seus clubes. O órgão assegurará que decisões fundamentais, como identidade do clube e patrimônio, passem pela aprovação de torcedores.
“Este é um momento de orgulho e definição para o futebol inglês. Nossa Lei de Governança do Futebol cumpre a promessa que fizemos aos torcedores. Ela protegerá os clubes que eles prezam e o papel vital que desempenham em nossa economia”, disse Keir Starmer, primeiro-ministro do Reino Unido.
“Os fãs de futebol comemoraram um momento histórico para o futebol inglês depois que um projeto de lei para estabelecer um regulador independente do futebol se tornou lei. O primeiro-ministro Keir Starmer disse que o projeto de lei era um momento de orgulho e definição para o futebol inglês e inauguraria um futuro mais forte e justo para o esporte. Este é um momento histórico para o futebol neste país”, ressaltou o presidente-executivo da Associação de Torcedores de Futebol (FSA), Kevin Miles.
O IFR será lançado ainda neste ano, tendo um prazo de 18 meses para entregar um relatório sobre a atual situação da indústria futebolística do Reino Unido.
A Lei de Governança foi aprovada pela Câmara dos Comuns, contando com 415 votos a favor e 98 contrários. A Shadow Football Regulator, equipe de transição criada em 2024, foi responsável por liderar esse processo de mudança. O órgão contará com uma equipe de liderança sênior, com um CEO e um Conselho Interino que devem ser anunciados em breve.
O IFR também será mais rigoroso com donos e diretores de clubes, que passarão por testes mais rígidos para garantir que sejam pessoas adequadas e não usem dinheiro ilegal. Donos desonestos poderão ser obrigados a vender o clube.





