Aposta Esportiva

Lucas Paquetá é liberado para jogar após absolvição no caso de apostas esportivas

Meia brasileiro foi inocentado das acusações principais, mas ainda será julgado por não colaborar com investigação

Foto: West Ham via Getty Images

31 de julho de 2025

3 minutos de Leitura

A denúncia que colocava Lucas Paquetá sob suspeita por envolvimento com manipulação de apostas esportivas foi encerrada nesta quinta-feira (31) com a absolvição do jogador. Após análise do caso, a Comissão Reguladora concluiu que as acusações apresentadas pela Associação de Futebol (FA) não foram comprovadas no tribunal, o que libera o meia do West Ham para voltar a atuar normalmente e encerra o risco de banimento do futebol, já que a denúncia envolvia suposta interferência no andamento de partidas.

Apesar da decisão favorável nesse ponto, o atleta brasileiro ainda enfrenta um segundo processo, visto que ele foi acusado de descumprir obrigações durante a investigação, deixando de responder questionamentos e de apresentar informações exigidas pela Regra F3 da entidade inglesa. Neste caso, os responsáveis pelo julgamento consideraram que a infração ocorreu, e uma penalidade deve ser anunciada em breve.

A investigação contra o jogador começou oficialmente em maio de 2024 e o West Ham demonstrava interesse em uma resolução mais ágil, já que a incerteza sobre uma possível punição mais dura impactava diretamente o planejamento da próxima temporada. Segundo o jornal britânico Mail Sport, o clube estaria aberto a negociar o meia por cerca de £ 30 milhões, algo em torno de R$ 223 milhões.

As acusações iniciais envolviam quatro jogos específicos da Premier League entre novembro de 2022 e agosto de 2023, nos quais Paquetá teria, supostamente, forçado cartões amarelos com o objetivo de beneficiar terceiros envolvidos em apostas nas partidas contra o Leicester, Aston Villa, Leeds United e Bournemouth. A comissão julgadora, no entanto, não encontrou evidências suficientes para sustentar essa versão, levando à absolvição.

Logo após a divulgação do resultado, o meio-campista utilizou as redes sociais para se pronunciar, reforçou sua posição de inocência desde o início do processo e agradecendo à família, aos torcedores e ao clube pelo apoio durante os meses de incerteza.

“Os inimigos virão contra nós por um caminho, mas por 7 caminhos fugirão. Desde o primeiro dia desta investigação, mantive minha inocência contra essas acusações gravíssimas. Não posso dizer mais nada agora, mas também não consigo expressar o quanto sou grato a deus e o quanto estou ansioso para voltar a jogar futebol com um sorriso no rosto. À minha esposa que não soltou a minha mão, ao West Ham, aos torcedores que sempre me apoiaram, ao Fernando Malta e à minha equipe jurídica da Level (Alastair Campbell, Jonathan Hyman, Dan Lowen), Nick de Marco KC, e Kendrah Potts – obrigado por tudo. Toda glória e toda honra seja dada a Deus”, postou.

A situação também teve reflexos emocionais. Em uma das últimas rodadas da temporada passada, o camisa 10 chorou ao receber um cartão amarelo, gesto que comoveu parte da torcida e foi interpretado como um desabafo após o desgaste enfrentado. Além disso, o processo contribuiu para seu afastamento das convocações da Seleção Brasileira.

Com a principal acusação descartada, agora cabe ao West Ham definir os próximos passos. A diretoria do clube londrino vai avaliar se mantém o jogador de 27 anos no elenco ou se opta por negociá-lo.

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