Nos últimos anos, o Red Bull Salzburg se consolidou como uma das principais potências na formação de talentos do futebol europeu. Por trás do sucesso da academia do clube, um nome brasileiro tem sido peça fundamental nos bastidores, se trata de Everson Ratinho.
Ex-jogador do Athletico Paranaense e com longa trajetória na Europa, ele atua hoje como dirigente do time austríaco em uma função que vai muito além da descoberta de promessas.
Em entrevista exclusiva para o MKTEsportivo, Everson Ratinho, Gerente de Talentos da Academia do Red Bull Salzburg, detalhou como sua atuação vem garantindo que jovens atletas vindos de diferentes partes do mundo consigam se adaptar à nova vida na Áustria, tanto dentro quanto fora de campo.
“Atualmente, trabalhamos com 17 nacionalidades, incluindo sul-americanos, africanos e asiáticos. Sou encarregado de promover a adaptação desses atletas em todos os sentidos, auxiliando tanto no campo, como também no entendimento da filosofia do clube e da cultura do país”, declarou Everson Ratinho.
Ratinho teve uma carreira marcada pela versatilidade em campo e pela bagagem internacional. Na Europa, jogou por vários anos na Alemanha e na Suíça, onde teve passagem marcante pelo Kaiserslautern, clube onde conquistou a Bundesliga na temporada 1997/1998 e se tornou um dos principais ídolos estrangeiros da agremiação.
Desde que assumiu o cargo no Red Bull Salzburg, ele tem sido peça-chave no desenvolvimento de um modelo de acolhimento que se tornou referência entre os clubes formadores da Europa.
“O nosso objetivo é tornar o ambiente o mais leve possível para que o jogador possa performar e entender a nossa proposta. Qualquer tipo de dificuldade eu que gerencio, desde o primeiro contato com esse atleta, conhecendo o jovem e a família, até a adaptação efetiva desse jogador em solo austríaco”, completou Everson.
Com títulos nacionais e participações em competições europeias, nas últimas temporadas, o Red Bull Salzburg revelou nomes como Erling Haaland, Sadio Mané e Dominik Szoboszlai. Hoje, o clube segue sendo uma das principais vitrines para jovens talentos do continente.
Nesse contexto, o trabalho de Everson Ratinho é cada vez mais valorizado, representando a intersecção entre performance e cuidado humano. Por fim, o brasileiro também abordou os desafios e principais responsabilidades de sua função.
“Para conseguir colher o máximo de informação, preciso desenvolver uma relação estreita com o atleta. Nesse processo, tenho notado vários jovens presos emocionalmente à família, jogadores sul-americanos com muitas pessoas dependentes financeiramente por trás, onde acabam tendo acesso a fatias robustas de negociação. Tenho reparado que a ausência de uma base familiar bem estruturada tem sido uma trava para a adaptação e aprimoramento dos atletas”, finalizou.





