Em meio aos esforços para recuperar sua saúde financeira, o Barcelona dará mais um passo no refinanciamento de suas dívidas. O clube pretende renegociar € 708,2 milhões com o objetivo de obter condições de pagamento mais vantajosas e reduzir custos com juros, a estimativa é de uma economia de até € 5 milhões anuais.
O movimento teve início com a emissão de títulos relacionados à dívida contraída para a reforma do Camp Nou. Inicialmente, € 424 milhões seriam pagos até 2028, mas agora estão reprogramados com vencimentos entre 2033 e 2050.
Enquanto busca novas oportunidades de financiamento, o cronograma atual prevê que o clube desembolsará € 208 milhões em 2028, € 500,2 milhões entre 2029 e 2032, e € 362,8 milhões com vencimento superior a 10 anos. No total, a dívida chega a € 1,495 bilhão, valor que, somado aos encargos, atinge € 2,8 bilhões.
A próxima etapa será justamente o refinanciamento das parcelas com vencimento mais próximo. Os € 708,2 milhões deverão ser reestruturados com o apoio de investidores institucionais, buscando taxas de juros mais baixas do que as acertadas em 2023.
Um dos principais ativos no processo de recuperação financeira do clube é o novo Camp Nou. O estádio será uma importante fonte de receita recorrente. Já foram assegurados € 43,6 milhões por ano em contratos de patrocínio, que somam € 333,1 milhões ao longo dos anos de validade.
Novo patrocínio
O Barcelona firmou um novo acordo de patrocínio com a República Democrática do Congo nesta semana. A informação foi divulgada em diversos sites africanos, que informaram que o clube receberá aproximadamente €10 milhões por ano pelas próximas três temporadas.
Com o acordo, o clube espanhol promoverá o turismo no país localizado na África Central, estampando em sua camisa o seguinte slogan na manga do uniforme: RDC, o coração da África.
Duas frentes em destaque
O compromisso estratégico do Barcelona com sua subsidiária Barça Licensing & Merchandising (BLM) alcançou resultados expressivos ao longo da temporada 2024/25. O BLM registrou recordes de faturamento e lucratividade, estabelecendo o merchandising como fonte-chave de receita regularmente.
A parceria com a Nike foi determinante para esse desempenho, reforçando os processos de criação, suprimentos e distribuição global. Além disso, o clube retomou o comando total de suas operações de varejo e e-commerce, e as vendas online mais que triplicaram em relação à temporada anterior.
Hoje, o Barcelona opera 15 lojas próprias e seis licenciadas, com nova presença em Málaga, Palma de Maiorca e Tbilisi. As vendas nas Barça Stores cresceram cerca de 30% em relação à temporada passada, enquanto a megastore do Camp Nou atingiu receita recorde, mesmo sem jogos no estádio.





