O atacante Rony acionou a Justiça do Trabalho para pedir a rescisão do contrato com o Atlético-MG, alegando atrasos no pagamento de luvas, FGTS e direitos de imagem. Na manhã desta terça-feira (22), o jogador se despediu dos companheiros no CT e comunicou ao técnico Cuca sua saída do clube.
O pedido de rescisão fundamenta-se na Lei Geral do Esporte, que permite ao atleta rescindir o contrato em caso de atraso superior a dois meses no pagamento de salário ou direitos de imagem. No entanto, o Atlético-MG afirma que os salários e o FGTS estão em dia e que apenas uma parcela dos direitos de imagem está atrasada há dois dias.
Em nota, o clube informou ter sido notificado pela Justiça e aguarda detalhes da ação para adotar as medidas cabíveis. Rony colocou-se à disposição para continuar treinando enquanto aguarda a decisão judicial, mas não se reapresentará ao elenco e está fora da partida contra o Atlético Bucaramanga, pela Copa Sul-Americana.
Contratado em fevereiro por cerca de R$ 38,8 milhões, com direitos divididos entre Palmeiras (50%), Athletico-PR (35%) e o próprio jogador (15%), Rony disputou 28 jogos, marcou 10 gols e conquistou o título do Campeonato Mineiro em 2025. Antes de fechar com o Galo, esteve próximo do Vasco, mas optou pelo Atlético-MG.
Por já ter atuado em sete partidas pelo Atlético no Campeonato Brasileiro, Rony não poderá defender outro clube na competição nesta temporada. Contudo, poderá ser registrado por equipes que disputem outras competições nacionais ou internacionais, como a Copa do Brasil e a Libertadores.
O Atlético-MG atravessa dificuldades financeiras, com atrasos em pagamentos a jogadores, premiações e direitos de imagem. A ação judicial movida por Rony representa mais um desafio para a gestão do clube, que terá de lidar com os impactos dentro e fora de campo.





