Angel Reese, ala-pivô do Chicago Sky e uma das principais promessas da nova geração do basquete feminino, usou as redes sociais para denunciar a dura realidade financeira enfrentada por atletas da WNBA. Durante uma live, a jogadora afirmou que o salário recebido na liga não cobre seus gastos mensais.
Com contrato anual de US$ 74 mil (cerca de R$ 370 mil por ano ou R$ 30 mil por mês), Reese revelou pagar US$ 8 mil apenas de aluguel (cerca de R$ 40 mil). “Nem sei meu salário da WNBA… Estou enojada”, disse. A declaração viralizou e reacendeu o debate sobre a desigualdade salarial no esporte profissional.
A diferença entre os ganhos de homens e mulheres no basquete é expressiva. Enquanto uma estrela em ascensão como Reese recebe pouco mais de R$ 30 mil mensais, jogadores iniciantes da NBA ultrapassam US$ 1 milhão por temporada (mais de R$ 5 milhões ao ano). Nomes como LeBron James e Stephen Curry faturam dezenas de milhões só com salários, além dos lucros com publicidade.
Mesmo contando com patrocínios de grandes marcas como Reebok, McDonald’s e Beats by Dre, Reese reconhece que é exceção. A maioria das jogadoras da WNBA precisa disputar ligas no exterior durante o recesso da liga para complementar a renda (prática comum, porém desgastante e arriscada).
Draftada em 2024 como a sétima escolha geral, a ex-jogadora da LSU (Louisiana State University) é conhecida pela força dentro de quadra e pela postura firme fora dela. Sua crítica vai além do caso individual: escancara um sistema que ainda negligencia o valor do esporte feminino, mesmo diante de tanto talento, esforço e impacto.





