Indústria

Brand Finance aponta crescimento comercial significativo no futebol brasileiro

O mercado nacional vive nova realizada, sendo fortemente impulsionado por empresas do segmento de apostas

Foto: Reprodução/ X

15 de agosto de 2025

3 minutos de Leitura

O futebol brasileiro vive um momento de expansão comercial sem precedentes, fortemente impulsionado pelo avanço das empresas de apostas esportivas no mercado nacional.

Atualmente, todos os 20 clubes da Série A contam com patrocínios desse segmento, que injetam cerca de US$ 197 milhões por ano na elite do futebol. Somente os contratos com patrocinadores máster de camisa somam mais de US$ 175 milhões, o equivalente a aproximadamente R$ 1 bilhão.

A entrada massiva desse capital tem permitido que clubes como Flamengo e Corinthians fechem acordos recordes. O rubro-negro carioca, por exemplo, viu seu valor de marca crescer 21%, atingindo US$ 121,2 milhões, enquanto o Timão registrou alta de 50%, alcançando US$ 73,5 milhões. Esses recursos vêm desempenhando um papel fundamental na permanência e contratação de atletas de alto nível, na modernização das estruturas e no fortalecimento da competitividade dos clubes brasileiros no cenário internacional.

Apesar dos evidentes benefícios financeiros, cresce a pressão por mudanças regulatórias. Com o aumento da taxa de dependência de jogos de azar no Brasil, tramitam no Congresso propostas que buscam restringir a publicidade de apostas em estádios, transmissões e plataformas digitais, uma discussão que envolve saúde pública, ética no esporte e responsabilidade social.

De acordo com um estudo da Brand Finance, 61% dos torcedores brasileiros já realizaram apostas esportivas, sendo que 69% deles têm entre 18 e 25 anos. O levantamento também revelou que 59% dos entrevistados “Concordam Totalmente” ou “Concordam” com a ideia de que os clubes deveriam recusar patrocínios de empresas do setor, refletindo uma crescente preocupação com os impactos sociais dessa relação.

Além disso, os dados do relatório anual da Brand Finance reposicionam o Flamengo como a marca mais valiosa e mais forte do futebol brasileiro, reassumindo seu lugar no Top 50 global, na 44ª colocação. A campanha do clube no Mundial de Clubes, incluindo uma vitória sobre o então futuro campeão Chelsea, contribuiu para ampliar sua exposição internacional.

Já o Palmeiras teve uma queda de 12%, chegando a US$ 74,9 milhões; o Fluminense manteve-se estável em US$ 30,6 milhões; e o Botafogo, outro participante do torneio mundial, apresentou um impressionante crescimento de 96%, alcançando US$ 24,5 milhões.

Inclusive, o Glorioso, ao lado do Cruzeiro, que cresceu 28%, para US$ 17,4 milhões, entrou para o Top 10 nacional em valor de marca. Ambos os clubes vêm se beneficiando do modelo SAF, o que tem ampliado seu potencial de mercado e permitido investimentos estratégicos em áreas como gestão, elenco e infraestrutura.

“O futebol possui uma importância cultural e social incomparável no Brasil, representando não apenas uma paixão nacional, mas também um poderoso ativo econômico e de marca. A gestão eficaz da marca é fundamental para o sucesso de um clube, aumentando receitas por meio de patrocínios, merchandising e engajamento dos torcedores. Esse crescimento financeiro possibilita investimentos em jogadores, infraestrutura e equipe, fortalecendo a competitividade e garantindo sustentabilidade e crescimento no longo prazo”, declarou Eduardo Chaves, Managing Director da Brand Finance Brasil.

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