Indústria

Carlos Belmonte prevê superávit do São Paulo em 2025 apesar das dificuldades financeiras

Dirigente explica estratégias para reduzir dívidas e ampliar receitas com vendas de atletas e corte de custos

Foto: Carlos Leonan/ SPFC

12 de agosto de 2025

3 minutos de Leitura

Mesmo diante de uma temporada marcada por dificuldades financeiras, Carlos Belmonte afirmou em conversa com jornalistas que o São Paulo deve encerrar 2025 com superávit. O diretor de futebol explicou que a administração tem colocado em prática ações voltadas para reduzir dívidas e buscar estabilidade nas contas, apesar das limitações impostas pelo orçamento.

“Era um ano em que tínhamos que apertar muito o cinto. O São Paulo é o único clube da Série A que não contratou ninguém por transferência. Reduzimos a folha do 1º semestre em quase R$ 8 milhões, mais de R$ 1 milhão por mês. Praticamente cumprimos a meta de vendas que estava prevista no orçamento. Mas é um ano difícil”, disse o dirigente.

A eliminação nas oitavas de final da Copa do Brasil para o Athletico-PR reduziu a expectativa de receita do Tricolor, que agora busca compensar parte dessas perdas com a negociação de atletas e o desempenho em outros torneios. Lucas Ferreira e Henrique Carmo, formados em Cotia, estão próximos de deixar o clube após receberem sondagens do futebol europeu, enquanto o goleiro Jandrei foi emprestado ao Juventude.

“Só temos um jeito de fechar em superávit: vendendo ativos. Não tem outro caminho. É a lei de mercado. Quanto a valores de ativos, isso é amplo, você tem que receber propostas e analisar se vale a pena ou não. O presidente Julio é criticado, mas não é uma decisão só do presidente, é uma decisão colegiada, todo atleta que negociamos, é uma decisão de todo mundo. Estamos convictos do que estamos fazendo. Ouvi que teríamos um ano mais difícil do que estamos tendo, estamos terminando o 1º turno em 7º lugar”, completou Belmonte.

Ao tratar das críticas recebidas, o dirigente deixou claro que o presidente Julio Casares conta com seu apoio e que os resultados obtidos, incluindo três títulos desde sua chegada, reforçam a continuidade do trabalho. Para ele, se houvesse insatisfação com a gestão, já teria sido substituído, o que não ocorreu, evidenciando a confiança interna na condução do futebol.

O balanço de 2024 mostrou que o São Paulo fechou o ano com dívida de R$ 968,2 milhões, alta de R$ 301,5 milhões em relação a 2023, quando o passivo era de R$ 666,6 milhões. O aumento ocorreu mesmo com medidas de contenção e um esforço para reorganizar o fluxo financeiro, apontando que a recuperação exige um trabalho de longo prazo.

Entre as razões para o crescimento do endividamento está a distância entre a meta de arrecadação com transferências e o valor realmente obtido. A expectativa era alcançar R$ 174,1 milhões com vendas de atletas, mas apenas R$ 93,3 milhões entraram nos cofres, diferença de R$ 80,7 milhões.

Belmonte mantém a previsão de encerrar 2025 com saldo positivo, afirmando que a administração seguirá com gastos controlados e foco em manter a competitividade da equipe.

“Temos convicção que vamos ter superavit este ano, da forma que for possível. Estamos gastando pouco e tendo um time competitivo, que é o mais importante”, concluiu o diretor de futebol do São Paulo.

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