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Corinthians recorre à FIFA para tentar suspender transfer ban por dívida com Santos Laguna

Dívida com Santos Laguna chega a R$ 41 milhões após juros; Timão tenta viabilizar parcelamento

Foto: Rodrigo Coca / Corinthians

26 de agosto de 2025

2 minutos de Leitura

O Corinthians está impedido de registrar novos jogadores desde 12 de agosto devido a um transfer ban imposto pela FIFA. A punição foi aplicada por conta da dívida pela compra do zagueiro Félix Torres junto ao clube mexicano Santos Laguna.

Segundo o novo presidente, Osmar Stábile, o valor original da dívida, que era de R$ 33,4 milhões, já ultrapassa os R$ 41 milhões por conta dos juros de 18% ao ano. Até agora, o Timão desembolsou R$ 10 milhões à vista, elevando o custo total do jogador para cerca de R$ 51 milhões.

O Santos Laguna recebeu apenas a primeira parcela da negociação, US$ 2 milhões (cerca de R$ 10 milhões), e acionou a FIFA após o vencimento da segunda parcela, em maio de 2024, cobrando o pagamento integral das parcelas restantes, que somam US$ 6,5 milhões (aproximadamente R$ 33,5 milhões).

O Corinthians já fez três propostas para quitar a dívida, sendo a última para pagar 70% do valor à vista. No entanto, o clube mexicano exige 90%. Sem acordo, a diretoria solicitou à FIFA ajuda para negociar um parcelamento e a suspensão da punição.

Paralelamente, o clube busca ampliar o fluxo de caixa com a Liga Forte União (LFU), que envolve a antecipação de R$ 30 milhões em direitos de transmissão e um empréstimo de R$ 27 milhões, totalizando R$ 57 milhões.

“Não temos esses recursos disponíveis”, afirmou Osmar Stábile após assumir a presidência. “Se fosse só os R$ 33 milhões, o Corinthians teria condições de pagar, mas o aumento da dívida com juros e impostos impede o avanço”, completou.

Além do impacto financeiro, o bloqueio atrasa a inscrição de reforços. O departamento jurídico tentou reverter a decisão no Tribunal Arbitral do Esporte (CAS), mas o recurso foi negado em 4 de agosto, data que marcou o prazo final para o pagamento.

O clube espera que, com a renegociação e apoio da FIFA, seja possível quitar o débito e liberar o registro de atletas, fundamental para o desempenho nas próximas competições

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