O Coritiba avalia a possibilidade de rescindir o contrato com a Diadora já para a próxima temporada. A marca italiana, que havia retomado oficialmente sua parceria com o clube em junho do ano passado, não tem correspondido às expectativas da diretoria alviverde.
O principal impasse envolve a Bomache, responsável pela produção dos uniformes da empresa no Brasil. A companhia já tinha histórico com o Coxa desde 2019, quando era encarregada de fabricar as peças da 1909, fornecedora própria do clube.
Entre as queixas mais recorrentes está a falta de abastecimento no varejo, que tem deixado até mesmo as lojas oficiais do Coritiba sem estoque adequado. O problema ficou evidente durante o Dia dos Pais, em 10 de agosto, quando torcedores reclamaram da escassez de produtos tanto nos pontos de venda quanto nas redes sociais.
Outro ponto de atrito é o atraso no lançamento dos uniformes de treino, cuja entrega está prevista para acontecer em menos de dois meses. Além disso, em outubro, a Diadora precisará distribuir o “Manto da Glória”, modelo desenhado em concurso popular, para torcedores que adquiriram a peça entre 26 de março e 8 de abril.
Nos próprios canais oficiais do Coxa, já se percebe um distanciamento da marca: a Diadora praticamente deixou de ser citada, inclusive em publicações sobre uniformes e camisas.
Diante desse cenário, o clube paranaense avalia medidas comerciais e até jurídicas contra a marca e a Bomache, sem descartar a hipótese de encerrar a parceria a partir de 2026.
A situação, no entanto, não é exclusiva do Coritiba. O ABC também relatou dificuldades semelhantes com a escassez de produtos fornecidos pela empresa italiana.
Em resposta às críticas, a Diadora se pronunciou na última segunda-feira (18), afirmando que promoveu uma reformulação completa na gestão de fornecimento desde o final de julho. A marca garante que o abastecimento será plenamente normalizado em setembro.






