A disparidade entre o futebol europeu e o brasileiro vai muito além das quatro linhas. Ela se evidencia também nas receitas geradas pelos clubes ao longo da temporada. Com cotas de televisão mais robustas, maiores investimentos e estratégias de internacionalização de marca, os times da Europa acumulam receitas bilionárias e expandem seu alcance global.
Esse domínio financeiro, longe de surpreender os que acompanham o futebol internacional, foi confirmado mais uma vez pelo levantamento anual realizado pela consultoria Deloitte, que aponta os 30 clubes com os maiores faturamentos do mundo. Dentre eles, 29 são europeus e apenas um não pertence ao Velho Continente: o Flamengo.
O clube carioca aparece na 30ª posição, com uma receita de 198,2 milhões de euros (cerca de R$ 1,264 bilhão). É o único representante da América Latina e símbolo da dificuldade que os clubes sul-americanos enfrentam para competir financeiramente com os gigantes europeus.
A Premier League, mostra sua força ao emplacar 14 clubes na lista, quase metade do total. Em seguida, aparecem a La Liga, Bundesliga e Serie A , todas com três clubes cada. A Ligue 1 também tem representantes de peso, como o PSG.
Veja a lista completa dos 30 clubes com maior faturamento no mundo, segundo a Deloitte:
- Real Madrid – €1,045 bilhão (R$6,672 bilhões)
- Manchester City – €837,8 milhões (R$5,345 bilhões)
- Paris Saint-Germain – €805,9 milhões (R$5,144 bilhões)
- Manchester United – €770,6 milhões (R$4,920 bilhões)
- Bayern de Munique – €765,4 milhões (R$4,889 bilhões)
- Barcelona – €760,3 milhões (R$4,855 bilhões)
- Arsenal – €716,5 milhões (R$4,573 bilhões)
- Liverpool – €714,7 milhões (R$4,561 bilhões)
- Tottenham – €615 milhões (R$3,925 bilhões)
- Chelsea – €545,5 milhões (R$3,486 bilhões)
- Borussia Dortmund – €513,7 milhões (R$3,281 bilhões)
- Atlético de Madrid – €409,5 milhões (R$2,613 bilhões)
- Milan – €397,6 milhões (R$2,538 bilhões)
- Inter de Milão – €391 milhões (R$2,497 bilhões)
- Newcastle – €371,8 milhões (R$2,373 bilhões)
- Juventus – €355,7 milhões (R$2,270 bilhões)
- West Ham – €322,2 milhões (R$2,057 bilhões)
- Aston Villa – €310,2 milhões (R$1,980 bilhões)
- Olympique de Marselha – €287 milhões (R$1,832 bilhões)
- Lyon – €264,1 milhões (R$1,686 bilhões)
- Brighton – €256,8 milhões (R$1,639 bilhões)
- Napoli – €253,6 milhões (R$1,618 bilhões)
- Roma – €249 milhões (R$1,589 bilhões)
- Eintracht Frankfurt – €245,2 milhões (R$1,565 bilhões)
- Benfica – €224 milhões (R$1,430 bilhões)
- Crystal Palace – €218,9 milhões (R$1,397 bilhões)
- Everton – €217,6 milhões (R$1,390 bilhões)
- Fulham – €212,2 milhões (R$1,354 bilhões)
- Wolverhampton – €206,9 milhões (R$1,321 bilhões)
- Flamengo – €198,2 milhões (R$1,264 bilhão)
O dado não apenas ilustra o abismo financeiro entre os centros futebolísticos, mas também ressalta o potencial de crescimento dos clubes brasileiros. Apesar das limitações estruturais e econômicas, o Flamengo demonstra que é possível competir, ao menos em parte, nesse cenário global.





